Retour à Gorée (via Projeto Muqueca Babys Blog)

Retour à Gorée By Luis Carlos “Rapper” Archanjo   A Ilha  Goréia é a infame ilha ao largo de Dakar que era usada como ponto de partida para o comércio escravo para as Américas e Europa até o século XIX. Chamada de “Câmara dos Escravos”, construído em 1776, ainda está de pé até hoje e continua a ser testemunho para a triste e devastada costa oeste africana. No entanto, a capacidade de superação do povo negro foi comemorada e premiada pelo esforço de brancos e ne … Read More

via Projeto Muqueca Babys Blog

4 Respostas to “Retour à Gorée (via Projeto Muqueca Babys Blog)”

  1. Desde os primeiros relatos da história da humanidade, a situação dos menos favorecidos é cruel, pois teoricamente dizem que a escravidão não mais existe, só que sabemos que não é verdade.´

    Nós brasileiros se não agirmos rápido, a devastação da natureza vai prosseguir em ritmo acelerado, temos que tomar providências para melhorar a educação.
    Ouví alguém dizer algo assim: “numa escala de um a dez, precisamos de: educação, educação, educação… até nove, depois saúde e as outras coisas são consequências.

    E a luta continua!

    Parabéns!

    Curtir

  2. projetomuquecababys Says:

    Olá,

    As contribuições da Sociolingüistica, da Sociologia e da Antropologia para a compreensão do que acontece na escola e na sala de aula intensificaram-se a partir da década de 60, quando pesquisadores dessas áreas vieram dar sua colaboração para a análise da grande questão da educação norte-americana emergente naquele momento e ainda hoje atual: o fracasso escolar de crianças pertencentes a minorias étnicas. Subjacente às interações entre professores e alunos pertencentes à minoria branca e os alunos pertencentes à minoria étnica há uma relação de “poder simbólico” (Bourdieu, P., A Economia das Trocas Lingüisticas, Editora da USP, 1996)

    Portanto, a entrada em cena de licenciandos com a ótica da formação reclexiva/investigativa em que a reflexão está voltada para a transformação das práticas pedagógicas em que a atuação do professor caracteriza-se como um trabalho de pesquisa-ação, em que reflexão e ação, teoria e prática se articulam para reconstruir e aperfeiçoar as atividades currículares necessárias a educação como instrumento da emancipação pessoal de fato.

    A escola pode até cumprir o seu papel de levar as novas geraçõeso histórico-social construído pela humanidade, porém o seu papel como um projeto emancipador para todos do tecido social é uma falácia desde a muito questionada pelos crítico-reprodutivistas, que a têm como mais um mecanismos de reprodução da sociedade de classes, onde a escola dicotômica forma os que pensam e os que executam.

    As abordagens etnográficas exploram o mecanismos sutis dos processos de escolarização em que aquilo que não é notado, que parece tão natural, trivial e familiar, que não é examinado pelos vários sujeitos do ambiente escolar, nem problematizado por todos que direta ou indiretamente se compreendem como parte de um contexto que é social, portanto, permeado de dimensões sociais tácitas, não intencionais e ocultas.

    A formação docente fundada em propostas político-filosóficas que ajudem no entendimento de realidades sociais tão excludentes como a nossa, exige uma formação didático-pedagógica em abordagens que desvelem o “currículo oculto” que permeiam as relações intramuro da escola. Assim, então, poderemos pensar no papel emancipador da escola com crianças estigmatizadas que, por isso, exercem auto-censura, ficam sem ação, calam-se, incapazes de enscontrar as suas palavras em ambiente que reconhecem intuitivamente que seu linguajar não é valorizado, por exemplo. Na verdade foram silenciadas, ou, então, passam a ter uma atitude de resistência, rejeitando a escola que as rejeita.

    No final dos anos 70, Paulo Freire já abordava a reflexividade na prática de professores, propondo a conscientização, que é mais do que a tomada de consciência individual, pelos processos de ação-reflexão-ação. A conscientização para Freire (2003, p. 60), que é coletiva, implica a “substituição de uma percepção distorcida da realidade, por uma percepção crítica da mesma´. Essa mudança de percepção, que se dá na ação e reflexão, constitui, como afirma Freire, um eficiente instrumento de mudança”. Paulo Freire abordava sobre a reflexão na prática docente, propondo a conscientização, principalmente coletiva, emergente do processo dialógico educativo. A reflexão sobre a realidade irá proporcionar uma possível ação e consequentemente uma mudança. Mas para tal transformação no contexto social torna-se necessário o educador ter consciência da importância do seu papel social, bem como ter uma boa formação para melhor desempenho de sua função.

    A reflexão/pesquisa filosófica na ação docente, possibilita ao educador a superação de uma prática pedagógica concebida de forma fragmentada e desarticulada, por uma compreensão unitária, coerente, articulada e intencional. Quiça, as contribuições das ciências relações sociais e os vários caminhos da interdisciplinidade ampliem os campos de abordagem de futuros intelectuais orgânicos instrumentalizados com novas concepções contra-hegêmonicas ou ideológicas que não sejam fundadas em práxis educativas de realidades díspares ou simulacros de se estar no lugar do outro e ao mesmo tempo representar o fazer educativo que limita-se a reprodução do cotidiano fragmentado, alienado e determinista.

    Sendo assim, a autoformação – Teoria Tripolar da Formação, de Gaston Pineau, baseado nos estudos de Rosseau que, no século XVIII, afirmou que os três mestres fundamentais da educação são a própria pessoa, os outros e as coisas – como parte do processo de se formar professor pesquisador/ reflexivo, que se assuma como um profissional transformador de nossa realidade social é uma questão a ser cogitada no currículo para a formação de professor na condição de agente de inovação, da memória social e educativa, de valores na sociedade digital. É através da sua singularidade que o homem, enquanto gênero humano, estabelecendo relações objetivas e subjetivas de produção, dá origem historicamente a diferentes formas de organização social e, com isso, institui um médium social determinado no qual o indivíduo se insere concretamente – espaços das determinações sociais, a partir das quais o singular se forja com o humano. Sendo assim, a educação como parte do processo de construção do seu médium social, abarca a autoformação com suas características que comunga com a impessoalidade do ensino à distancia (EAD), e dinâmicas próprias de tempo/espaço para a apropriação dos conteúdos dessa modalidade de ensino, é um ponto de partida para educar-se para e na primeira pessoa, é não apropriar-se da dependência discente, principalmente, é promover a autonomia intelectual do aluno instrumentalizando-o das ferramentas educativas necessárias à desconstrução da condição de mero espectador, influenciando-o a tornar-se um agente de mudanças no coletivo da sua realidade social como supõe o inderterminismo de Sartre.

    Curtir

  3. I just want to mention I’m beginner to blogs and absolutely liked this blog. Likely I’m want to bookmark your website . You absolutely come with fantastic well written articles. Cheers for sharing your webpage.

    Curtir

  4. I simply want to tell you that I am new to blogs and actually loved you’re web page. Likely I’m planning to bookmark your website . You actually have tremendous posts. Bless you for sharing with us your website.

    Curtir

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: