Warm Springs – Um cadeirante na Casa Branca

Roosevelt nasceu em 30/01/1882 no estado de New York. Faleceu no dia 12/04/1945. Foi responsável pela entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial após o ataque japonês a ilha de Pearl Harbor no Oceano Pacífico em 1941. Os planos de ataque vieram em duas ondas: a primeira atingiu seu alvo às 07:53 hs da manhã, o segundo as 08:55 e, ás 09:55 as operadoras que lançaram os planos de 274 milhas ao largo da costa de Oahu estavam dirigindo de volta ao Japão. Atrás deles deixaram o caos: 2043 mortos, 188 aviões destruídos e uma aleijada Frota do pacífico, que inclui oito encouraçados danificados ou destruído, silenciando o debate que dividiu os americanos desde a derrota alemã na França, que deixou a Inglaterra sozinha na luta contra o terror nazista. Três horas mais tarde, aviões japoneses iniciaram um longo dia de ataque às instalações americanas na Filipinas. Embora atordoado pelo ataque a Pearl Harbor, os portadores da Frota do Pacífico de aviões, submarinos e, sobretudo, as instalações para armazenamento de óleo combustível permaneceram ilesas. Estes ativos formaram a base para a reposta norte-americana que levou à vitória na Batalha de Midaway em junho seguinte e, finalmente, a total destruição do império japonês, quatro anos depois.

Foi um grande amigo e parceiro de Sir Winston Churchill, primeiro-ministro britânico. Em 1943, os três maiores governantes do mundo (Stalin, Roosevelt e Churchill) reuniram-se em Teerã, e em 1945 em Yalta para decidirem entre outros, o destino da Alemanha e da Polônia. Franklin Delano Roosevelt recuperou os EUA após a crise de 29 dando com melhores de trabalho aos americanos, alcançando metas militares e industriais, levando energia elétrica e modernidade as regiões mais pobres do país, traçando o destino dos americanos rumo a potencia que são hoje. Roosevelt contraiu poliomielite aos 39 anos, uma doença que o deixou com grande dificuldade de movimentos desde então. Freqüentemente ele utilizava cadeira de roda, mas fez grandes esforços para esconder esta dificuldade de sua vida do público externo. De fato, só existem duas fotos conhecidas de Roosevelt em cadeira de rodas. Mesmo como presidente dos EUA, preferia caminhar com a ajuda de um guarda-costa do Serviço Secreto, do que andar de cadeira de rodas. Entretanto, uma estátua do presidente sentado em uma cadeira de rodas foi construída em Washington DC em 2001.

A HBO Films nos trás a cinebiografia de Franklin Delano Roosevelt e sua luta para superar a paralisia parcial provocada pela poliomielite. A vencedora do Emmy Awards, Cynthia Nison e Kenneth Branagh nos papéis de Eleanor e Franklin nos conduzem brilhantemente nesse retrato íntimo de coragem pessoal, amizade profunda e humanidade do filme Warm Springs. O filme passeia pela vida de um saudável playboy, cujas ambições pessoais só foram ofuscadas por sua incapacidade de ter empatia com pessoas comuns e seus problemas. Roosevelt era uma estrela imprudente, o que causava um certo receio da sua aproximação por políticos com pouco interesse nas políticas e idéias que ele defendeu. Seu privilégio e riqueza o isolaram do resto do mundo. Mesmo na vida pessoal, ele não sentiu e nem entendeu a dor que ele causou a sua mulher com seu caso extraconjugal. A existência despreocupada e liberdade privilegiada dos problemas das pessoas comuns acabam de repente, assim como sua política e estrela em ascensão, quando em excursão para construir sua imagem pública para um eventual corrida para a nomeação presidencial do Partido Democrata, Roosevelt é atingido por poliomielite, e paralisado da cintura para baixo. Porque a política não tem lugar para uma pessoa com deficiência visível. A partir deste slogan, Roosevelt está determinado a andar de novo e fazer sua re-inserção na vida pública. Depois de tentar muitas curas, Roosevelt ouve de um menino paralítico que caminha ao nadar nas águas minerais quentes em um spa em Warm Springs, Geórgia, sul dos EUA.

Após várias visitas à piscina de águas minerais é capaz de andar um pouco nas águas. Ele rapidamente se convence de que as vítimas da poliomielite podem reconstruir a força em seus membros paralisados pelos exercícios nas águas minerais de Warm Spring. Ele acaba comprando o spa e estabelece ali o primeiro centro do mundo em reabilitação das vítimas da poliomielite. Sua obra ganha notoriedade após o reconhecimento pela comunidade médica e ajuda muitas pessoas paralisadas a cada ano. Ao longo do caminho, Roodevelt descobre a força e a resistência da comunidade humana na luta para superar as adversidades e dificuldade do dia-a-dia. Ele descobre que a sua capacidade de recuperar-se emocionalmente e fisicamente está ligada à oportunidade e esforço conjunto de pessoas, que como ele estão lutando para recuperar suas habilidade. Ele aprende a rejeitar a pena e o isolamento. Aprende a ouvir, sentir e compreender as lutas das pessoas comuns, além de despojar de sua vida privilegiada. Ele até aprende que a saúde não é um direito ou propriedade privilegiada dos ricos, mas de todos. Ele se torna verdadeiramente um homem do povo. Segundo o ator Kenneth Branagh, é uma história inigualável da capacidade de superação do ser humano.

A seguir, um pouco da entrevista para HBO Films a respeito do seu papel no filme sobre a vida de Frnaklin Delano Roosevelt:

http://translate.google.com/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.hbo.com/films/warmsprings/interviews/kenneth_branagh.html&ei=pzMhS5vDOsGplAfWg4X_CQ&sa=X&oi=translate&ct=result&resnum=1&ved=0CAkQ7gEwAA&prev=/search%3Fq%3Dwarm%2Bsprings%2B-%2Bkenneth%2Bbranagh%26hl%3Dpt-BR%26rls%3Dcom.microsoft:pt-br:IE-SearchBox%26rlz%3D1I7SUNA_en

 http://translate.google.com/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.hbo.com/films/warmsprings/interviews/kenneth_branagh.html&ei=nqcXS_ipCdTmlAeIhYDxAg&sa=X&oi=translate&ct=result&resnum=1&ved=0CAkQ7gEwAA&prev=/search%3Fq%3Dwarm%2Bsprings%2B-%2Bhbo%

By Vida Americana

New York – Quem assiste Warm Springs, da HBO, a história da pólio que atacou o nova-iorquino Franklin Delano Roosevelt, descobre o lado fraco, medroso e incongruente do homem que viria a ser o maior presidente norte-americano de todos os tempos, reeleito quatro vezes até morrer de hemorragia cerebral em 1945.

Roosevelt, um ex-secretário assistente da Marinha e favorito do Partido Democrata para a sucessão do governo do Estado de Nova York, acordou com febre e paralisado da cintura para baixo aos 39 anos enquanto passava férias em Campobello Island, New Brunswick.
A depressão e a vontade de recuperar a força nas pernas o leva a um balneário na Geórgia, Warm Springs, onde mantém contato não só com a pobreza do Sul, mas também com gente como ele, atacada pela paralisia infantil, naquela época uma espécie de Aids sem possibilidade de cura – a não remediar com águas magnesianas do local.

Representando pelo inglês Kenneth Branagh, Roosevelt bebe em doses cavalares, fuma a todo instante, trai a mulher (Eleonor Roosevelt, vivida por Cynthia Nixon, do seriado Sex in the City, que como Eleonor é também é homosexual na vida real), mas já mostra, por outro lado, o político gigantesco que viria a idealizar o New Deal, que salvou os Estados Unidos da Grande Depressão.

Roosevelt não tinha nada para ser do Partido Democrata. Nascido numa das mais aristocráticas famílias nova-iorquinas, viveu num ambiente de luxo e riqueza, com pai ausente (quando ele nasceu seu pai já tinha 54 anos) e mãe repressora, que a todo o momento (mesmo na idade adulta) ameaçava cortar-lhe a mesada.

A viagem para o pobre e rural ambiente do Sul foi o que os americanos chamam de “turning point”, uma surpreendente sucessão de acontecimentos que moldaria sua liderança e visão de mundo. O futuro presidente dos Estados Unidos chega à Geórgia enojado com a pobreza e as condições do balneário que iria se “curar” e, no futuro, comprar e administrar.
Aos poucos, toma amor pelo lugar e, milagrosamente, segundo ele, consegue andar, mesmo que trôpego, com os pés tocando o fundo da piscina. Uma entrevista a um jornal local é distribuída para toda a mídia americana da época e Warm Springs, do dia para a noite, torna-se a Meca de centenas de pessoas atacadas pela paralisia.

Roosevelt escreve para mãe e pede que adiante o dinheiro da herança para comprar Warm Springs do seu amigo, o banqueiro George Foster Peabody. Com o socorro materno, transforma-o num centro de milagres, onde crianças começam a andar com botinhas ortopédicas e adultos arriscam alguns passos.

Pressionado pelas chamadas bases, no entanto, Roosevelt volta a Nova York e, pelos braços do Partido Democrata, o partido do povo, como é chamado até hoje, prossegue a carreira que o levaria à capital Albany e, depois à Casa Branca.

Warm Springs mostra um homem amedrontado pela possibilidade dos eleitores descobrirem que era um portador de necessidades especiais – jamais se deixou fotografar de cadeira de rodas -, ou de cair quando subisse em qualquer púlpito para discursar. “Se eu cair será o meu fim na política”, repetia. Só o convencem a continuar na luta quando dizem que existiria um punhado de gente para socorrê-lo, entre eles sua mulher, Eleonor. Mesmo traída pelo marido, que a partir daí dá-lhe a liberdade para fazer o que quiser, ela resiste e diz: “Não quero a liberdade. Quero é ser sua esposa para sempre”.

http://vidaamericana.blogspot.com/2008/08/o-poder-de-cadeira-de-rodas.html

3 Respostas to “Warm Springs – Um cadeirante na Casa Branca”

  1. Mônica - Grupo E Says:

    Foi uma história de luta a de Roosevelt quando vivida na pele, mas o preconceito ainda persistia e persiste, pois um deficiente era e é visto como um ser inferior. Mostra a realidade sofrida pelos excluídos: a vergonha de ser diferente. A história de sua trajetória, exibida no filme, mostra nitidamente o esforço e a luta para conquistar o respeito perante os demais. Foi preciso enfrentar barreiras físicas e até mesmo psicológicas para não admitir que sem batalhar por um ideal, a vida não tem sentido e que, qualquer que seja a deficiência, não impede que você seja considerado um ser hábil, produtivo e pensante. É uma lição de vida.
    Mônica – Grupo E

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  2. Ana Geanette Says:

    Podemos observar que o Presidente Roosevelt tinha planejado sua vida na política e não aceitava bem as suas limitações pela deficiência em suas pernas.

    Mas, ao fazer seu discurso apoiando um programa de assistência aos deficientes, foi muito incisivo descrevendo sua própria situação de deficiência:
    “As pessoas sabem que a restauração de um de nós, deficientes – porque, como muitos de vocês sabem, eu caminho com uma bengala ou com ajuda do braço de alguém… As pessoas que são deficientes levam um tempo longo para poder ficar de pé – às vezes anos, como todos vocês sabem”… Até esse momento, muitos americanos não tinham conhecimento da paralisia do Presidente. Isso só serviu de incentivo àqueles que se “escondiam” devido à deficiência naquela época.

    “Já presidente quando teve paralisia, não o impediu de progredir”… escreveu um garoto de 12 anos de idade, que havia acabado de sair do hospital.

    Foi com o contínuo apoio de Roosevelt para conseguir uma vacina contra a pólio que ajudou muitos norte americanos a acreditar que a poliomielite poderia ser finalmente conquistada – como de fato foi.

    Observamos que não há limites, mesmo para àqueles que julgamos limitados. A busca da superação está na força interior de cada um. E, juntos podemos estudar meios tecnológicos para que essa superação seja para todos.
    Ana Geanette – Grupo C

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  3. A superação faz parte da vida. Estamos sempre nos superando e no caso de Roosevelt, a paralisia o fez superar além das pontencialidades físicas, também os medos e preconceitos.
    A “humanidade” está na capacidade de ver aos outros como iguais, independente de capacidades físicas, status sociais, ou credos. É perceber que vivemos em comunidade e que necessitamos uns dos outros, e que quando nos ajudamos a vida se torna melhor para todos.
    Oilas – Grupo B

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