Velhas Bandeiras para novas Estratégias

By Luis Carlos “Rapper” Archanjo

A verdade é que qualquer grande livro da antiguidade, se lido corretamente, pode conter ensinamentos valiosos para o homem de todas as épocas. Com o livro a Arte da Guerra ocorre isso. É, sem dúvida, um dos maiores tratados de estratégias já escritos. Em contrapartida às informações na mega rede são tantas que existe muita desinformação embutida no meio. Isso acaba nos afastando do verdadeiro conhecimento, do princípio básico que rege todas as coisas. Temos muita informação, mas não sabemos o que fazer com ela. Não temos sabedoria. Os grandes livros do passado foram escritos por sábios, homens que podiam raciocinar com tranquilidade. Porém, alguns livros ultrapassam gerações suscitando questionamentos dos mais diversos daqueles que os leem.

O livro MACUNAÍMA de Mario de Andrade é uma daqueles livros polêmicos por tratar da identidade de um povo a partir das influências de Oswald Spengler, mesmo com todas as particularidades da formação social brasileira como muito bem construiu o mais que brasileiro Professor Darcy Ribeiro no livro O POVO BRASILEIRO. Na tentativa de descobrir a identidade brasileira através do processo de retomada cultural, os modernistas voltavam os olhos para o passado, inspirando-se no homem primitivo. Entretanto, de uma maneira independente das tendências vanguardistas européias, a volta ao primitivo representava para o Brasil a busca de raízes remotas, autenticidade na cultura, em um movimento inverso ao do modelo europeu, que rumava em busca do exótico, não familiar. O primitivo também se aproxima da criança em uma mentalidade pré-lógica, à margem da civilização capitalista, portanto a regressão para essa cultura significa muito mais o retorno à infância histórica da nação. Se para cada história existe um ciclo vital, o ciclo histórico brasileiro aparece atravessado pela civilização europeia. A alegoria para este tema no capítulo IV, “Boiúna Luna”, quando o herói perde o muiraquitã, seu amuleto da felicidade, pois este pode remontá-lo à sua raiz tropical. A partir desse momento Macunaíma precisa viajar até São Paulo, em busca do amuleto que agora estava em poder de Venceslau Pietro Pietra, que propositalmente tem um nome de origem italiana. Devido a esse detalhe, somos remetidos à posição política do artista, pois vemos retratada a crise oligárquica nacional.

A seguir um pouco  das palavras  de uma  estudiosa  das questões étnico-raciais, Regina Pahim  Pinto:

A diversidade de tipos físicos e de tradições culturais, embora tenha merecido a atenção de intelectuais que refletem sobre a nacionalidade brasileira, bem como de representante de determinados segmentos marginalizados, só mais recentemente vem se incorporando de modo mais sistemático às reflexões de estudiosos da educação. Sem a intenção de realizar um estudo abrangente sobre a articulação entre a educação e a diversidade étnico-racial no Brasil, pode-se detectar como acontecimentos importantes nesse processo, as preocupações, na década de 30, de lideranças, entre as quais, eminentes educadores, com a presença de descendentes de imigrantes do sul do país e com influência das tradições do povo africano brasileiro. Ainda que inspiradas pelo culturalismo, corrente de pensamento da Antropologia que propugna o respeito às diferenças culturais, esses intelectuais propõem ações no sentido  de anular essa diversidade, no caso, as matizes culturais italianas, alemães e africanas. Consorte (1977) cita como acontecimentos importantes essa política o plano de auxílio federal aos estados onde se apresentava a questão da nacionalização do ensino e as reflexões de intelectuais ligados ao sistema educacional sobre o papel da educação na superação da mentalidade denominada pré-lógica, então identificada a certos setores da população nos quais é grande o contingente de negros. A autora refere-se especificamente às considerações de Arthur Ramos no livro O Negro Brasileiro, publicado em 1934, contendo dados de sua pesquisa, inclusive a realizada junto ao Serviço de Higiene Mental por ele instalado nas escolas ordinárias do Distrito federal , a convite de Anísio Teixeira.

Na referida obra, Arthur Ramos afirma a necessidade de se conhecer o pensamento primitivo…para corrigi-lo e elevá-lo a etapas mais adiantadas, o que se conseguiria por meio de uma revolução educacional profunda. Segundo Consorte, embora o autor não explicite como seriam traduzidas, na prática, as ações educativas empenhadas em soltar as amarras pré-lógicas, é possível deduzir, com base no seu texto, que estarão ausentes do curriculum da escola primária daquele período quaisquer conteúdo que afirmem a presença africana em nossa formação (Consorte, 1997, p. 30). A articulação entre cultura e diversidade, por sua vez, preocupou os setores mais politizados e intelectualizados da população negra, ainda que os seus propositantes tenham variado no decorrer da história. Tomando como base o Movimento Negro que teve lugar nas cidade de São Paulo, pode-se identificar um primeiro momento, início do século, em que não se cogitava de qualquer especificidade cultural que lembrasse as origens africanas no âmbito da educação. Pelo contrário, essa particularidade chegava a ser repudiada uma vez que considerada como empecilho para a educação do segmento negro e a sua integração ao mundo dos brancos, uma das principais preocupações das lideranças negras da época. Basta olhar para a imprensa negra, porta-voz de tais movimentos, para se perceber essa posição. Valorizava-se a educação, mas a África, as tradições culturias de origem africana não eram consideradas elementos importantes no processo educacional, embora sempre houvesse um empenho em desconstruir imagens negativas do africano, processos esses muitas vezes carregados de ambiguidades, pois nos próprios escritos dos negros tais imagens também estavam presentes.

Essa posição iria se modificar paulatinamente à medida que esses grupos passam a reivindicar com mais veemência a necessidade do sistema educacional encarar a diversidade etnico-racial do seu alunado, seja sugerindo a introdução, nas disciplinas já existentes, de conteúdos que complementem o segmento negro, sua origem e especificidade cultural, sua contribuição para a sociedade brasileira, seja preconizando novas disciplinas, ou ainda defendendo uma postura pedagógica que valorize a diversidade e combata os preconceitos. Paralelamente, pode-se identificar também uma extensa ação educacional realizada por associações negras, bem como por grupos menos formais, visando a valorização das tradições africanas, cujos efeitos no nível de rendimento escolar, aceitação e reforço da identidade da população-alvo ainda precisam ser investigados. Também no âmbito das universidades percebe-se uma preocupação crescente com a diversidade cultural/racial em trabalhos que têm com fulcro a articulação da educação investigativa e segmentos raciais. Nessa linha, pode-se identificar estudos, principalmente a partir da década de 80 sobre a representação das minorias raciais e sua cultura na literatura didática e paradidática, as relações que se establecem no interior da escola, envolvendo alunos de diferentes

origens, a postura dos professores e do pessoal administrativo em relação a essas diversidades, as repercussões de tais abordagens e situações sobre os alunos das chamadas minorias.

Mário de Andrade participando de uma ótica da burguesia do café encontra em Spengler a justificativa teórica para o privilégio histórico desses grupos rurais em relação a industria de feição italiana. A aristocracia cafeeira, como pertencente ao mundo rural, portanto mais antigo, tem o direito legitimado de continuidade do ciclo histórico nacional. A incompatibilidade entre os valores da civilização européia e os da cultura brasileira também aparecem descritos no capítulo V, “Piaimã”, antes ainda da chegada do herói a São Paulo. Macunaíma suspende sua consciência folclórica na ilha de Marapatá, “Deixou-a bem na ponta de um mandacaru de dez metros, pra não ser comida pelas saúvas”. A conservação de suas raízes é impossível no centro civilizado, a solicitação da lógica anula o primitivismo. No livro A ARTE DA GUERRA PARA EXECUTIVOS, o autor Donald D. G. Kerause traça um paralelo entre as estratégias do general chinês e o mundo dos negócios de hoje. Segundo o escritor, o importante nas operações competitivas é o resultado rápido e não a atitude prolongada. Se você não tem acesso à informação pelos vários fatores da sua história socioeconômica ou educativa por falhas nos suportes de quem de dever, sua formação se faz em um treinamento ineficaz, equipamentos inadequados, falta de profissionais educadores, apoio financeiro, informação na hora certa, será derrotado pelo psicológico antes mesmo de entrar nas ações competitivas de excelência pessoal.

A partir das considerações acima, espero que os irmãos e irmãs afro-brasileiros, principalmente, quando na busca de ações que permeiam passado e futuro façam suas considerações sobre a efetividade de ações não dialéticas, mas sim, da capacidade de superação histórica em nome de redirecionar esforços e reforços dos que utopicamente ou não queiram debruçar sobre os mecanismos estruturais ou eixos de significação usados pela engenharia social “ad continium” de cânones da literatura eurocêntrica norte americana  para  sua construção e manutenção. Por esse motivo que eu prego o estudo meticuloso das engrenagens que acionam os mecanismos de permanência de tal engenharia social para permanência do status quo para reféns do discurso que tergiversa e se esvazia ou o silêncio transformado em raiva que leva a autodestruição. A ideologia e a mitologia cientificista encaram a ciência não pelo prisma do trabalho do conhecimento, mas pelo prisma dos resultados (apresentados como espetaculares e miraculosos) e sobretudo como forma de poder social e de controle do pensamento humano. Por esse motivo, aceitam a ideologia da competência, isto é, a ideia de que há, na sociedade, os que sabem e os que não sabem, que os primeiros são competentes e tem o direwito de mandar e exercer poseres, enquanto os demais são incompetentes, devendo obedecer e ser mandados. Em resumo, a sociedade deve ser regida e comandada pelos que sabem e os demais devem executar as tarefas que lhes são ordenadas. Na ilusão da neutralidade científica do passado quando na separação e distinção entre o sujeito do conhecimento e o objeto e por retirar dos objetos do conhecimento os elementos subjetivos ao escolher a orientação teórico-metodológica para obter certos resultados na definição de seu objeto de estudo, sua atividade não é neutral e nem imparcial, mas feita por escolhas precisas. Durante  muito tempo os antropólogos afirmaram que existia duas formas de de pensamentos cientificamente observáveis e com leis diferentes: o pensamento lógico racional dos civilizados (homens europeus e americanos brancos e adultos) e o pensamento pré-lógico e pré-racional dos selvagens e primitivos (africanos, índios, tribos australianas). O primeiro era considerado superior, verdadeiro, evoluído; o segundo inferior, falso, supersticioso e atrasado, cabendo aos brancos europeus “auxiliar” os selvagens primitivos a abandonar a sua cultura e adquirir uma cultura evoluída dos colonizadores, ou seja, a cultura da “tutela” que ainda subsiste na nossa temporalidade. Em outras palavras, uma ciência como a antropologia simplesmente exprimia com conceitos e teorias o poder dos dominantes e legitimava a dominação colonial. Os estudos  antropológicos do passado é um exemplo da subjetividade do pesquisador exercendo influência nos critérios definidos pela própria razão e expressam uma determinada forma de compreensão da relação do homem consigo mesmo e com os demais seres humanos, o que nos permite postular que a pesquisa científica não é neutra, mas intencional, por ser datada historicamente e por atendera determinadas necessidades construídas por grupos ou classes sociais em um contexto específico. Portanto, o racismo não é apenas uma ideologia social e política; é também uma teoria que se pretende científica, apoiada em observações, dados e leis conseguido com a biologia, a psicologia, a sociologia. É uma maneira de apresentar tais dados de maneira a transformar étnicas e culturais em naturais imutáveis e separar os seres humanos em superiores e inferiores, dando aos primeiros justificativas para explorar, dominar e mesmo exteminar os segundos. Sendo assim, beber na fonte da dissidência acadêmica é caminho consciente para desconstrução dessa engenhoca que os novos tempos de “juntos e misturados da inteligência coletiva” começa a questionar. Mudar os atores no cenário político, social, cultural e econômico hegemônico fundamentado em toda uma concepção burguesa européia para uma nova ordem cujo respeito às diferenças não nos leve a raia do “primitivismo” de atitudes absurdas da existência dos espaços de poder, de acumulação de bens repassáveis a quem de direito, da transmissão vitalícia das oportunidades, de poder de barganha do papel moeda colocando o ser humano em condições deprimentes na capacidade de autoquestionamento ante a satisfação das necessidades primárias descambadas para a ostentação.

A proposta deste texto é a reflexão sobre os objetivos de negros e negras quando na busca de seus direitos como cidadãos proativos da vida nacional, saindo do segundo plano da invisibilidade histórica, eternamente, substanciada pelos cânones das ciências humanas de uma literatura em processo de desconstrução para pressupostos da supremacia hegemônica que, mesmo desqualificados pelas descobertas mais recentes das ciências da cognição para os processos da construção do conhecimento, desconsiderando toda uma concepção que deu base de sustentação aos processos civilizatórios de dominação referendados pelo empirismo de autores que pregaram a supremacia ariana do passado. Saber como o ser humano pensa, se expressa, compreende, aprende e apreende o seu entorno é não estar indiferente ao que se sabe e ao que não se sabe da capacidade de autossuperação do ser humano, é buscar respostas aos mecanismos que regem as ações consciente ou inconsciente, como também questionar do quanto os nossos jovens estão assimilando as possibilidades advindas da excelência pessoal através da educação, das concepções agregadas de pensamento ético e noções de cidadania para a uma consciência crítica pautada, também, em argumentos contra-hegemônicos e contra-ideológicos de seus intelectuais orgânicos, principalmente, pontuando os cânones das várias teorias que subvertam o discurso hegemônico e ideológico de menos valia para aqueles da diversidade étnica, político-econômica e sociocultural no silêncio das minorias para um ideal de equanimidade social com os investimentos necessários para trocas interpessoais socializantes como quis o brasileiro Darcy Ribeiro.

Acreditando que por meio de ações competitivas e conscientizadoras associadas às orientações e diretrizes intrínsecas à história cultural dos formadores do povo brasileiro amealhadas ao longo das conquistas sociais e culturais dos vários documentos constitucionais para as compensações necessárias às distorções que equidistam os caminhos de oportunidades para a chave do sucesso e gera os produtos e subprodutos da desigualdade social que ante a insensibilidade do acúmulo de bens, a prática do darwinismo social, da falta de contra-argumento daqueles da base da pirâmide para a dominação etnocêntrica habalizada em teorias de literatura que respaldam as práticas dominantes e a subserviência de dominados segundo estratégias dos vários mecanismos sutis para permanência do status quo inabalável ao longo de toda uma historicidade de questionamentos que apenas tergiversam e não transgridem os espaços de formação da mente. Pensar mudanças em tal contexto é ver na educação a força motriz para estratégias que busquem as dissidências nas mesmas fontes de informação para a formatação contra-argumentativa com capacidade de inferir   formas de trocas interpessoais mediadas pelo respeito mútuo, mesmo que nascidas embate de pontos de vistas, pois tão somente a formação de opinião capacitada para dialogar com o academicismo, principalmente, poderá suscitar novas formas dialógicas para os processos da escola como espaço de reprodução de excrecências sociais pelo que o fracasso escolar tem com a intergeracionalidade de vidas precárias e para a eterna culpabilidade dos processos que culminam no retrocessos do tecido social como variante principal para uma melhor qualidade de vida, pelo que a violência atua na percepção e na heteropercepção da pseudoconvivência  com as questões sociais e raciais. Melhorar a educação é ampliar o horizonte de oportunidades, onde  projetos pessoais não seja sinônimo do uso da representação popular para locupletar-se com antolhos insensíveis ao drama dos algozes diretos ou indiretos da pobreza como um problema insolúvel. Logicamente faz-se necessário pontuar o quanto mudança e transgressão estão em caminhos equidistantes, porém, que hora e outra se fundem no clamor de reivindicações porquanto dos ingredientes de um segmento social com o fulgor da juventude e os equipamentos socioculturais com capacidade da mobilização que leve a ruptura de ciclos históricos, mesmo que no nosso tempo do poder das mídias sociais em congregar e espraiar interesses afins.

Ressignificar conceitos cristalizados pela historicidade é buscar na cientificidade dos procedimentos adotados em pesquisas pelas várias ciências, como a antropologia, a genética e neurociência entre as muitas investigações que ancoram os paradigmas da capacidade cognitiva, principalmente, para projetos pessoais e de grupos do nosso tempo midiatizado para confontrar o empirismo daqueles que traçaram caminhos de aspectos exógenos como a fisiognomia para questionamentos da capacidade intelectual daqueles do novo mundo ante o etnocentrismo europeu quando nos primeiras conceitos e abordagens da ciência, filosofia e história, como também o jogo de interesses concomitantes aos espaços de poder delimitados pelos discursos de filósofos, historiadores e sociólogos numa verdadeira batalha de discursos rivais, que se legitimaram em tradições às vezes divergentes, às vezes convergentes, que duelaram por influência, prestígios, status e espaços institucionais ou não. Luta que, em última instância, exerce poderosa influência nas escolhas teóricas e metodológicas que acabam por definir um paradigma e, consequentemente, um regime de verdade acerca de um saber, uma dizibilidade que se pretende muitas vezes definitiva e universal, que confere visibilidade a determinados conceitos e não a outros, em outras palavras: o intricado sistema de poder que definiu verdades e inverdades nos círculos da ciência, muito especialmente da história. Afinal, a verdade em ciência como em história não é uma categoria transcendente, ela é produto das relações de poder de uma dada sociedade. No caso, o altar e pedestal da verdade estaria ancorado no discurso científico, como definiu Foucault:

O importante, creio, é que a verdade não existe fora do poder ou sem poder (…) A verdade é deste mundo; ela é produzida nele graças as múlitplas coerções e nele produz efeitos regulamentados de poder. Cada sociedade tem seu regime de verdade, sua “política geral” de verdade: isto é, os tipos de discurso que ela acolhe e faz circular como verdadeiros; os mecanismos e as instâncias que permitem distyinguir os enunciados verdadeiros dos falsos, a maneiro como se sanciona uns e outros; as técnicas e os procedimentos que são valorizados para a obtenção da verdade; o estatuto daqueles que têm o cargo de dizer o que funciona como verdadeiro. (…) a “verdade” é centrada na forma do discurso científico e nas instituições que a produzem.

A partir deste entendimento, podemos inferir que a verdade, tal como todos os outros conceitos e realidades sociais, são historicamente datados, constituídos e, acima de tudo, mutáveis. Foi assim com a própria “ciência histórica”, antes considerada impensável dada a concepção de ciência pautada no racionalismo cartesiano, já que sua concepção de verdade repusava na ideia de experimentação que seria objetivamente impossível na história, já que esta na medida que interroga o passado, não pode submetê-lo a tal prova, os mortos só podem se pronunciar através de documentos. Mudar o foco é pensar que tão somente a escolarização pode fornecer um norte formativo/investigativo  necessários à compreensão de mundo partir de uma visão socio-antropológica, isto é, usar  métodos de investigação científica, procura compreender e explicar as estruturas da sociedade, criar conceitos e teorias a fim de manter ou alterar as relações de poder nela existentes.  Não podemos ignorar que a comunicação, como um objeto de conhecimento, vem se constituindo e sendo constituído por diferentes autores do mais diversos campos disciplinares, mediante elaborações técnicas, investigações empíricas e invenções tecnológicas, as mais variadas, ao longo dos dois opu três últimos séculos. As questões do paradigma midiática como instrumento do pensamento social ou da “inteligência coletiva” do século XXI nos remete as questões socioantropológicas do século XIX, e que diz respeito a relação de dominação de um centro sobre a periferia. Destaque para etnocentrismo europeu e homens como Oswald Spingler e Joseph Goebbels, que através da argumentação filsófico-imagética alimentaram o nazismo e o xenofobismo a partir de obras como “O homem e a técnica” e “A decadência do Ocidente” ante ao temor da incorporação da técnicas ocidentais pelos outros povos não europeus, as “raças coloridas hostis”, que finalmente viriam a usá-las contra o próprio Ocidente.

As considerações dos parágrafos anteriores nos levam ao pensamento de Auguste Comte (1798-1857), fundador da filosofia positiva. Sua ciência positiva da sociedade, embora denominada de fisica social, com outras filosofias da sua época, inspira-se muito mais na biologia do que propriamente na física para fundamentar a sua clássica e bem conhecida, conhecimento obrigatório na formação de professores, visão da história como um progresso linear e e necessário de uma era teológica, a uma era metafísica e, desta, a uma era científica e positiva, que caracterizaria o estágio das sociedades modernas industriais. Dentro dessa concepção biográfica da história humana, que deu amparo à ideologia dominante dos impérios coloniais e marcou profundamente a etnologia da segunda metade do século XIX – exemplarmente representada pela antropologia do comteano Lucien Lévy-Bruhl (1857-1939), que escreveu sobre As funções mentais nas sociedades inferiores (1910), chegando ao conceito de “mentalidade pré-lógica” para definir A mentalidade primitiva (1922) –, os povos primitivos são vistos como “povos-crianças” que deveriam ser necessariamente tutelados pelas nações “civilizadas”, que teriam a missão de conduzi-los à “idade adulta”. Conforme comenta Mattelart (1999), dessa representação do desenvolvimento das sociedades humanas (…) emanam as primeiras formulações das teorias difusionistas: o progresso só pode atingir a periferia por meio da irradiação pelos valores do centro. Não se ignora o papel dessas teorias nas formulações, após a segunda Grande Guerra, de uma sociologia da modernização e sua concepção de “desenvolvimento”, na qual as mídias ocupam papel estratégico.

Trazer a luz a forma de como a história de dominante e dominados é contada nos compêndios que habitam a formação docente é buscar o ponto de partida nos parâmetros estabelecidos por Comte com seus métodos da “lei da causalidade”, pelo que a sua concepção de mundo foi emblemática para a relação de dominação centro-periferia; assim como contribui o movimento historiográfico dos Annales. Isso se deve fundamentalmente à importância da corrente de pensamento que fundou na constituição das ciências sociais e particularmente da sociologia, a partir de Durkheim, com todos os seus desdobramentos na produção científica no século 20, incluindo a acima mencionada “sociologia da modernização”. Contudo, esse esquema básico não tem sua “origem” no pensamento comteano e possui antecedentes importantes, que também nos interessam nesse momento. Vamos situá-los no chamado Século das Luzes e revelam-se no importante embate entre o pensamento iluminista e o pensamento romântico, em torno da noção de povo. A importância e a extensão dessa discussão ultrapassa em muito o que se poderá destilar neste breve artigo e nos obrigaria a rever as relações que vieram se construindo, desde a aurora da era moderna, entre a noção de povo e política, que historicamente oscilaram entre a ideia de buscar no povo um modo de legitimação do poder político (Maquiavel) e a idéia sempre presente do povo como uma ameaça para o poder político instituído (Hobbes). Essa ambivalência está inteiramente condensada no pensamento iluminista, que se opõe ao poder despótico em nome da vontade popular e se opõe ao povo em nome da razão. Fórmula que, segundo Martin-Barbero (2001), sintetiza o próprio funcionamento da hegemonia: A invocação do povo legitima o poder da burguesia na medida exata em que esta invocação articula sua exclusão da cultura. E é nesse movimento que se geram as categorias “do culto” e “do popular”. Isto é, do popular como in-culto, do popular designando, no momento de sua constituição em conceito, um modo específico de relação com a totalidade do social: a da negação, a de uma identidade reflexa, a daquele que se constitui não pelo que é, mas pelo que lhe falta. Definição do povo por exclusão, tanto da riqueza como do “ofício” político e da educação

Portanto, da história de ilustres, não ilustres e por meio das ações competitivas e conscientizadoras do direito de participação do negro no cenário acadêmico, a grande barreira a ser transposta, na condição de cidadão afro-brasileiro com poder de voz podemos vislumbrar as pinceladas de um novo quadro, mesmo que naife, a partir da comunicação clara – os agressivos não tentarão iniciativas erradas e aqueles que são excessivamente cautelosos não ignorarão oportunidades para vencer na vida. Tão somente pelo caminho da conscientização do aprendizado a partir dos erros e acertos dos mais de 500 anos poderemos gerenciar a sua condição de “ser participante” da visibilidade. Na busca do reconhecimento do papel das minorias na nossa cultura pluralista, com seus valores de pertencimento, etnicidade e oportunidades temos um padrão nas falas que se tergiversam em discursos que se colocados ao longo dos anos poderemos associar que temos uma mesma fala para vários momentos da história das causas negras em nome de novos rumos para os processos autodestrutivos do determinismo da miserabilidade que diuturnamente aniquila o pouco que resta de autoestima, ou no sentido inverso é a intergeracionalidade de vidas precárias com seus produtos e subprodutos como desculpa para os vários mecanismos que dispara a imunologia asséptica do psiquismo que faz  da culpabilização do outro a fuga para o autoquestionamento de sua parcela de responsabilidade por um mundo mais equânime, numa transferência que leva aos atos beligerantes que culminam na  criminalização da pobreza, entre os muitos que explicam a fenomenologia de relações interpessoais cortadas pela distribuição desigual de oportunidades que gera a conflituosa desigualdade social, a grande vilã a contaminar o nosso tecido social já deteriorado ao longo da historicidade da formação do povo brasileiro.

Deixo a luz dos irmãos e irmãs afrodescendentes do quanto seria esclarecedora uma autoavaliação do papel do racismo assimilacionista nos vários níveis da nossa cultura miscigenada e das oportunidades segundo associações paternalistas do compromisso com os valores incorporados por uma minoria que consegue passar pelo filtro ideológico e que se deixam cooptar pelo processo natural de se priorizar objetivos da realização pessoal que não podem ser justificada como militância por n motivos da sua história pessoal e daqueles que não puderam superar o quadro de abandono desde a abolição. A partir das considerações resultantes do autoquestionamento analise-a a partir da frase: “Não julgue um homem pelas suas opiniões, mas sim, pelo que ele se tornou em virtude delas”. Polêmicas à parte, quando se fala dos bastidores de tão ampla gama de artefato social, levando-se em conta os vários casuísmos no jogo de poder, pois mudanças implicam em novos jogadores no cenário das oportunidades hegemônicas que caracteriza a sociedade brasileira, onde é vedada a entrada dos desiguais de hoje. Assim sendo, aos filtrados chamo à reflexão paras novas formatações de acolhimento daqueles que possuem os atributos necessários às lentes da cooptação pelo que os pré-requisitos da escolarização ou não indiciam de ajustamento inquestionável às benesses dos patamares mais altos dos mecanismos pseudoseletores do forte sistema hierárquico e vitalício da relação entre senhor e escravo que foi sofrendo mutações ao longo do tempo, que estabelecida no Brasil colônia, veio sofrendo mutações até o Brasil da abolição.

Seus vestígios ainda estão impregnados nas práticas cotidianas e afloram a cada novo discurso, quiçá controverso pelos gráficos com as diferenças estatísticas dos salários de brancos e negros com o mesmo grau de escolaridade, a partir do pressuposto da educação, sagacidade e a inteligência do palrador hegemônico, esquecendo-se de que são tanto quanto os seus co-irmãos menos afortunados, afro-brasileiros fruto da nossa historicidade, transmitida as novas gerações em versão pós-moderna editada pelas favelas no entorno da concentração de renda, orientadas pelo mesmo espírito conservador das diferenças antagônicas enfraquecendo os valores que aglutinam todos de uma nação em prol de objetivos comuns pela vida, pelo crescimento pessoal, levando ao menor vínculo das relações de trabalho, enfraquecendo valores como o compromisso, amabilidade, a confiança e a lealdade, todos fundamentais para a consolidação do caráter, prevalecendo a famosa “Lei de Gerson”. O desenvolvimento do caráter e também da identidade depende das relações e das ligações que estabelecemos com outras pessoas e com as instituições. A identidade ou a sensação de pertencimento é um processo de construção de algo duradouro, único e distinto, isto é, é o desenvolvimento de uma narrativa coerente da vida, a criação de uma voz própria. Cria-se na prática um teatro de aparências onde habita o “homem irônico”, um ser sem ligações, que não leva a sério nem a si mesmo nem aos outros. A partir das considerações da etnicidade, hegemonia e pertencimento, não é necessário graduação em sociologia, psicologia ou outra ciência da interação humana para se chegar à conclusão do não pertencimento do papel hegemônico no quesito “educação x educando” em áreas de risco social sob a ótica das políticas públicas para a excelência pessoal dosa seus discentes, levando-se em conta os nuances da nossa história, eterno divisor de águas que separa os ideais de vida vivenciados e constituídos no campo das oportunidades para a transmissão de valores na nossa sociedade dita politicamente correta quanto à convivência das quantas raças existentes, onde, a educação enquanto elemento dos processos de ascensão social através das oportunidades pelo estudo. Então se questiona o quanto às diferenças soci-econômicas e culturais podem atuar como elemento contraproducente no processo no processo educacional pelas condições atípicas e adversas da “relação opressora x oprimida” das áreas famelizadas e sua situação de risco social para jovens negros, principalmente em idade escolar, onde o contra-argumento do poder paralelo procura eco entre os estudantes através dos vários mecanismos para a sua inserção no universo consumista dos que veiculam modismos através dos meios de comunicação em massa, refletindo nas expectativas psicopedagógicas para transmissão de valores humanos associados à transmissão de conhecimento já que não temos a mesma comunicação voltada par uma pedagogia social em massa, o que não impede a sensação do não pertencimento ao quadro extracurricular da coação velada ou frontal do entorno da área de atuação do professor, já que a escola passa a fazer parte do fluxo/refluxo das possibilidades daqueles que vêem na escola o epicentro do fluxo refluxo comunitário quando alimenta sonhos de liberdade como também converge para o seu âmago o descontentamento daqueles que a veem como um problema ao recrutamento de mão de obra quando esta atua nas pontas que empurra os seus jovens para as fileiras do tráfico.

Com a chegada dos blogs e as mídias interativas desmistificaram-se para as discussões dos vários aspectos que alimentam a violência urbana, já que antes falar desse assunto no âmbito escolar e nos espaços de questionamento encravado nas periferias era tabu, por si só dizem do déficit de professores que se utilizam dessas ferramentas no processo de contextualização do pensamento crítico nos vários níveis da nossa educação, mesmo com a presença daqueles que foram filtrados por mérito ou qualquer outro argumento do repertório hegemônico, já que a presença de representantes saídos desta realidade é ínfimo se comparado ao quadro de representatividade hegemônica respaldada na nossa historicidade para a tutela dos afrodescendentes que busquem o conhecimento via escolar, que somados aos desinteresses que levam à evasão, a concepção precoce entre meninas em idade escolar além das tensões psicossociais interagindo no fluxo/refluxo da relação “escola x comunidade” junto ao corpo docente hegemônico nas áreas de vulnerabilidade social, debilitando cada vez mais a capacidade de reação do país pela educação. Há anos professores são orientados administrativamente a aprovar alunos que mal sabem assinar o próprio nome. Sob a espúria justificativa de que não devem ser socialmente excluídos. Porém, todos sabemos que quem os excluirá é o mercado. Serão relegados às atividades mais primárias e as de pior remuneração. Somente perceberão o engodo a que foram submetidos quando se derem conta que não possuem qualquer preparo intelectual para uma concorrência com aqueles que se formaram em escolas de excelência.

Não poucos enveredarão pelos descaminhos da sociedade ou se manterão no mercado informal. A partir das considerações acima fica a pergunta de como fica a capacidade de transmissão daqueles valores essenciais ao mundo neoliberal e ao mundo das interações político-sociais neste universo de tensões curriculares e extracurriculares deteriorando o corpo docente e discente? Isso significa que os governos deveriam ajudar as escolas a enfrentar problemas que não podem ser resolvidos pelo professor, a começar pela saúde chegando até a assistência social; filhos de famílias desestruturadas tendem a ter problemas em sala de aula. Exige-se, assim, um olhar mais sofisticado diante da educação. Como esse olhar não existe e cada repartição do governo trabalha isoladamente, o professor acaba vítima de tensões que vai muito além da sala de aula. Esse é um dos fatores que explicam o enorme absenteísmo e rápida rotatividade em escolas públicas tanto de estudantes como dos professores Assim sendo, os vários debates em nome de propostas que otimizem a relação: educador x educando do espaço intramuro das nossas escolas públicas, principalmente, é o grande desafio para os objetivos do país em busca de novos patamares do índice de desenvolvimento humano e a consequente retomada do crescimento que viabiliza novas propostas nas realidades locais inferindo uma dinâmica mais próxima da realidade da empregabilidade do mundo globalizado a partir das expectativas psicopedagógicas criadas de um quadro menos distante das realidades do universo corporativo e as atualizações automáticas, onde os entraves das “realidades locais x expectativas psicopedagógicas”, “imediatismo x preparo para excelência pessoal”, “entorno x espaço da escola”, quadro docente desatualizado das ferramentas que inserem os seus discípulos às habilidades necessárias as novas construções do saber, onde o stress da atuação em áreas de vulnerabilidade social não seja mais uma desculpa para a perpetuação de práxis tutelatórias.

Outrossim, esclareço que recente pesquisa realizada pela Unesco, concluiu-se que 54% dos profissionais da educação trabalhando na rede pública de ensino e aspirando uma melhor formação acadêmica e a ascensão social para o filho por meio da escolarização, procuraram a admissão destes no ensino privado. Dos 5000 professores entrevistados em recente pesquisa para a Unesco sobre “O Perfil dos Professores Brasileiros”, nas respostas de 82% dos profissionais dos ensinos fundamental e médio da rede pública de ensino, não abrem mão do descontentamento da opção profissional implícita na preferência pelas escolas particulares, confirmando em tese, que enquanto professor da rede público de ensino, não deseja para os seus iguais os espaços que por ordem natural reservam-se aos não iguais ou excluídos. Tal atitude soa como prova cabal do atavismo das ações de resgate do papel do mestre como cristalizador da atenção do jovem, indiferente às classes sociais de iguais ou desiguais para a realidade que os esperam e, através dessa reciprocidade capacita-los à ação coerente em nome de valores éticos e humanos onde prevaleça a ética no querer, o direito do outro, a “FÈ” no lugar do poder, o homem acima do mito, o labor do agora arestando um futuro em nome de objetivos mais nobres e comuns do restabelecimento social, do exercício da cidadania, indiferente as perspectivas negativas das praticas centenárias da tutelagem. Levando-se em consideração o percentual de profissionais da educação com preferência da rede particular de ensino em detrimento ao autoquestionamento do profissional que não confia naqueles em que se vê representado em si mesmo, fica o questionamento dos valores éticos que permeiam a relação, educador x educando no espaço intramuro da rede pública de ensino.

Portanto é natural a interrogação do quanto de engajamento e pertencimento vocacional a contexto tão adverso das suas realidades e projeções de multiplicadores do conhecimento, intermediadores de questionamentos, mentores das gerações que se sucedem e o quanto foi no passado o papel do mestre no fomento dos seus ideais, tornando-os protagonistas das convulsões que mudam a ordem social para uma sociedade que mais se aproxime dos seus pontos de vista, questionando cidadania, pertencimento, direitos e deveres a partir do estímulo do fervor docente para as suas próprias conclusões em nome de um mundo melhor. Porquê? Por falta de uma sistematização das pesquisas aferidas em campo (educador social) para serem arestadas ações para a consciência de pertencimento as realidades que alimentam o caos urbano com a sua violência sem cara e sem cor ceifando a vida de jovens negros entre 15 e 24 anos, principalmente, já que estes são o alvo preferido da bússola do crime organizado, da violência policial e de todos os indicadores do recrudescimento em níveis de números estatísticos de morte e ferimentos por armas de grosso calibre, típicas dos conflitos urbanos armados, nas emergências e ambulatórios da rede estadual e municipal de saúde, com relato de profissionais da área se especializando em atendimento de amputados e outros casos de instalação de prótese característico de vítimas de áreas com conflito armado mundo afora, indiferente a estarmos num grande centro urbano sem os elementos da guerra, da guerrilha ou outros indicadores que justifique os gráficos de morto e feridos pela violência urbana das nossas principais capitais.

Os dados da violência estabelecida em nossas metrópoles, pelos seus bolsões de pobreza, traduzem do quanto a qualidade de vida das nossas cidades tem início, meio e fim no papel da escola com intermediadora na reflexão sobre os dilemas que nosso tempo impõe, pelo seu contorno de situação emergencial, visto ser a escola o epicentro de onde irradiam os questionamentos que fornecem suporte à construção da cidadania a partir das demandas advindas dos conflitos que convergem do entorno da escola, já que falamos das encravadas nas áreas de vulnerabilidade social, traduzindo cada possibilidade de produção numa cadeia de criação e troca, onde a escola enquanto espaço de convivência das contradições sirva de pano de fundo para os questionamentos que invadem a sala de aula sem necessariamente dizer respeito às atividades curriculares previamente estabelecidas. As ações para o restabelecimento social devem ser iniciadas pela pré-escola, ensino fundamental e ensino médio em nome de uma cultura de paz onde prevaleçam os valores do homem como ser racional e social. Portanto, o seu dever é viver pela razão e controlar a rebeldia dos seus instintos. “Uma autorestrição inteligente é para o jovem tão importante quanto a liberdade de expressão”. No homem civilizado, a liberdade e a disciplina complementam-se mutuamente; só os bárbaros dão livre curso aos seus sentimentos no mesmo instante. Portanto, não deve ser consentido à criança que se exprima tal como deseja, pois, o que ela exprime pode não ser necessariamente bom. A racionalidade pode ser inata nela, mas também tem de ser educada para que seja útil para si mesma e seus semelhantes.

BIBLIOGRAFIA

RICCI, Iara Cristina. Nacionalismo Crítico e Filosofia. Unicamp, São Paulo.
Disponível em <http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/n00003.htm>

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Dispinível em: < http://ftp.ufrn.br/pub/biblioteca/ext/bdtd/LeandroAS.pdf >

TEIXEIRA, Ricardo Rodrigues e CIRYNO, Antônio Pithon. As ciências sociais, a comunicação e a saúde. Ciência & Saúde Coletiva, vol. 8, no 1. Rio de Janeiro/2003.
Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232003000100012 >

NOVELLINO,  Maria Sallet Ferreira e BELCHIOR, João Raposo. Feminização e transmissão intergeracional da pobreza no Brasi. ENCE /IBGET – Trabalho apresentado no XVI Encontro Nacional de Estudos de  Populacionais, ABEP. Caxambu /Minas Gerais, de 29/Setembro a 03/Outubro/2008. Disponível em: < http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2008/docsPDF/ABEP2008_1287.pdf >

Uma resposta to “Velhas Bandeiras para novas Estratégias”

  1. […] pelo que irradiam de valores que não relativizaram  as culturas periféricas. Portanto, a miopia do passado tem que ser substituída  por estratégias que não se sustentam apenas na su…, mas que também se estabeleçam em  fundamentação que se sustenta em bases científicas, […]

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