Carica (Sensação) – Crianças do Brasil



Compositor(es):
Carica  e Prateado

É tupiniquim, é guaraná
É de gangazumba, é zumbi
Brilha o chão de Minas, Grão-Pará
Velho Chico, bom de navagar
Comendo poeira no sertão
Chora o sertanejo violão
É dona Maria, seu José
Água de beber e de benzer
Passe de Garrincha pra Pelé
Terra boa pra plantar café
Pão de açúcar, Cristo Redentor
Eu quero morar em Salvador

Pátria amada
Meu amor
Que meu Deus abençou
Não quero ver sofrer
Ó pátriamãe gentil
As crianças do Brasil

Chega a polícia e mete o pau “Blog da Pacificação
Chega o político e mete a mão
Chega fevereiro é carnaval
Fim do sofrimento é ilusão
Boto a mão no bolso e vai mal
Sem dinheiro pra comprar o pão

3 Respostas to “Carica (Sensação) – Crianças do Brasil”

  1. Como funciona???

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    • projetomuquecababys Says:

      Oi Cíntia,
      Perdoe-me pelo lapso de tempo desde a sua interrogação.

      A cultura produzida por escritores, compositores, artistas plásticos, dramaturgos, cineastas, enfim, intelectuais que não vivem dentro da universidade (e, portanto, não produzem cultura erudita) nem são tipicamente representantes da cultura popular (que se caracteriza pelo anonimato) tampouco da cultura de massa (que resulta do trabalho de equipe). Prefiro ver a obra do CARICA e Prateado como a de um criador individual representando a cultura popular individualizada no meio da influência de outras formas de expressões culturais e, “nessa luta”, a obra é tanto mais rica, densa e duradoura. Quanto mais intensamente o criador participar da dialética que está vivendo a sua própria cultura, também dilacerada entre instancias ‘altas’, ‘internacionalizantes’ e isntâncias populares.

      Não se pretende com isso desmerecer a produção intermediária, assim chamada porque não chega a constituir a vanguarda da cultura. Ao contrário, ela tem sua importância, desde que esteja a serviço da expansão da sensibilidade e não do seu embotamento e manipulação como querem alugumas ações do populismo.

      Diante das diversas manifestações culturais, convém lembrar que elas são expressões diferentes de uma sociedade pluralista, e não tem sentido a relativização cultural. Portanto, cuidar da educação popular não é vulgarizar, “popularizar” a cultura erudita, tornando a superficial e aguada. Tampoucoi significa “dirigir de forma paternalista”, ante a miopia do autoritarismo insconsciete, a produção cultural popular e cair na armadilha de tentar tutelar a produção dita popular, desenvolvendo uma postura assistencialista e protetora, típica do intelectual “iluminado” que “sabe o que é melhor” para a população, o que de certa forma infantiliza o povo.

      Traduzindo Gramsci, a escola deve rever sua práxis pedagógica no tocante a relativização cultural fruto da sua concepção dualística, sendo mais participativa nas camadas populares a partir da produção de intelectuais orgânicos para o desenvolvimento de práticas de resistência popular, que afastariam o povo do conformismo ao mercado da arte, resgatando sua cultura e proporcionando novas vias de expressão popular diferenciada das elites dominantes. Com isso seria evitada a contrafação típica do nosso histórico-cultural, isto é, o produto resultante de imitação, característico de uma cultura envergonhada de si mesma (ARANHA, Maria Lucia de Arruda. Filosofia da Educação. São Paulo: Moderna, 2006, p. 62, 64 e 65).

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