O silêncio dos justos

By Luis Carlos “Rapper” Archanjo

A frase de Martin Luther King: “O silêncio dos justos causa mais barulho que o tumulto dos violentos”, nos remete a luta dos afro-americanos pelos seus direitos civis, diferentemente, ao grito calado na garganta do povo afrodescendente do Brasil que, desde já recebe o recado para o futuro de uma geração de jovens negros, principalmente, a partir da projeção de estudo estatístico – Unicef/UERJ – da morte de 33 mil jovens de 2006 até 2012 por conta da violência urbana, campanha_juventude_negra-300x225sem que se ouça qualquer contra-argumento de comoção pública na busca de “rotas de fuga” da circunscrição qual são alvos fáceis de dados de vidas humanas na mira da violência numa clara condescendência dos justos para tal escalabro da condição humana. Qual opção se enquadra ao seu ponto de vista como causa principal para a projeção de um futuro tão sombrio para a infância na vulnerabilidade social que forma os valores do jovem alvo da estatística?

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19 Respostas to “O silêncio dos justos”

  1. Realmente alguma coisa precisa ser feita no nosso país para valorizar e estimular nossos jovens, precisamos fazer algo com urgência, mobilizando todos os componentes de nossa sociedade.

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  2. facção real Says:

    Que juntos possamos somar a virtude e crescer na mente de cada ser humano, abrir os olhos d’eles e generalizar o espaço da cultura e prevalecer sempre na paz e união…

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    • projetomuquecababys Says:

      Parabéns para todos que direta ou indiretamente contribuem com sua forma de expressão para mostrar que é coisa do passado o silêncio de meros expectadores ou ouvintes para os pressupostos de velhos escritos de ouvidos surdos para as realidades culturais da periferia ou comunitária, até então incompreendida como expressão cultural, por falta do corpo a corpo da vivência com a realidade periférica e os seus agentes fazedores de cultura. Olhar esse mundo a partir dos pressupostos da realidade da literatura européia é uma página a ser virada pelos novos conceitos da multiplicidade e da tecnologia, por exemplo, que desde de a muito coloca abaixo velhos paradigmas da acessibilidade à informação, principalmente, pelo que esta ainda trás no seu bojo para velhas práticas e do silêncio de todos para questões mal-resolvidas da nossa historicidade.

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  3. Enquanto o Brasil não assumir de vez as cores, as faces, a estética, a fala, o serumano que forma sua população, o estado continuará a fazer sua lavagem racial e social.
    Muitos que dizem preocupados com a violência , creêm que colocando mas armas tecnológica na mão dos soldados será melhor a vida das pessoas. Esses querem combater a violência gerando-a mais.
    Falam de juventude perdida, mas chamam de bandido o garoto e a garota sem expectativa de projeção social, o excluído como bandido ou coitado.
    Porquê não queremos perceber que não se pode fazer políticas para proteger o cidadão de bem, e sim todos que nascem nos hospitais, que terão que ter sua cidadania reconhecida em seu futuro.
    Não adianta tantos livros , teses e entre outras coisas se não exercemos o que está escrito, que está provado por cientistas que falam do Brasil, mas conhecem somente a calçada de suas universidades.
    Temos que mudar a cultura contemporânea que se diz avançada, que somente tem uma roupagem nova que cobre seu esqueleto, que tem a mente antiga racista, precoceituosa e discriminatória.

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  4. Kênia Karla Says:

    Há falta de perspectiva nos espaços comunitários, já que hoje, no Brasil, a grande maioria dos jovens só precisam de uma oportunidade para fazerem a diferença em suas vidas. Se não há oportunidade, não há perspectivas de um futuro melhor.

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  5. nadia ayres Says:

    Estamos entregues ao abandono, não existe uma saída séria e justa para os jovens carentes de todo o Brasil. E aí vc se assusta e percebe que brincam com vidas num jogo sórdido e mesquinho, porque não existe uma política honesta que brigue e consiga o que é uma lei fazer valer os direitos inerentes a todo cidadão(vida, saúde, educação, cultura, moradia, alimentação…) Hoje tenho 51 anos e esses jovens chegarão até lá? Se chegarem como serão?

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  6. Mariah Bizzo Says:

    Certamente a ausência de políticas públicas sérias e permanentes destinadas a jovens de baixa renda que visem o acesso à faculdade pública, à cultura, à saúde, etc…fere a nossa Constituição brasileira que prevê uma série de direitos. Estamos cheios de programas pontuais, privatizados e eleitoreiros!!!

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  7. […]  jovens afrocescendentes entre 15 e 24 anos de idade, principalmente. Disponível em < https://projetomuquecababys.wordpress.com/2009/07/28/o-silencio-dos-justos/ […]

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  8. […] Quem foi que disse essas crianças são ruins?    Refrão        Quem foi que disse os meios justificam os fins?                         Quem foi que disse emudeçam os […]

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  9. […] escolaridade, moradores em comunidades carentes com idade entre 15 e 24 anos. Disponível em < https://projetomuquecababys.wordpress.com/2009/07/28/o-silencio-dos-justos/ > Projeto de Lei nº 455/2007 do deputado Alessandro Molon Dispõe sobre medidas para […]

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  10. […] “restistência à voz de prisão”;“revide à troca de tiros”.. Conforme o “Mapa da Violência 2011”, em 2002, em cada grupo de 100 mil negros, 30 foram assassinados. Esse número saltou para 33,6 […]

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  11. […] para as estatísticas de pesquisas quantitativas de jovens mortos pelos mais diversos motivos da violência urbana. A seguir as 12 perguntas da enquete (transcrito em […]

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  12. projetomuquecababys Says:

    O estudo feito pelo IBGE “Pesquisa das Características Étnico-Raciais da População: um Estudo das Categorias de Classificação de Cor ou Raça”, que coletou informações em 2008, em uma amostra de cerca de 15 mil domicílios, revela que 63,7% dos entrevistados reconhecem que a cor ou raça influencia na vida. Entre as situações nas quais a cor ou raça têm maior influência, o trabalho aparece em primeiro lugar, seguido pela relação com a polícia/justiça, o convívio social e a escola.

    Dos entrevistados, 96% afirmam saber a própria cor ou raça. As cinco categorias de classificação do IBGE (branca, preta, parda, amarela e indígena), além dos termos “morena” e “negra”, foram utilizadas. Entre as dimensões da própria identificação de cor ou raça, em primeiro lugar vem a “cor da pele”, com 74% de citações, seguida por “origem familiar” (62%), e “traços físicos” (54%).

    Entre as unidades da federação pesquisadas, o maior percentual de resposta afirmativa foi registrado no Distrito Federal (77,0%) e o menor, no Amazonas (54,8%). As mulheres apresentam percentual maior do que os homens: 66,8% delas disseram que a cor ou raça influenciava, contra 60,2% deles. Na divisão por grupos etários, os maiores percentuais de resposta afirmativa ficaram com as pessoas de 25 a 39 anos (67,8%), seguidas pelas pessoas de 15 a 24 anos de idade (67,2%). Os dois grupos se alternam na liderança desse quesito em todos os estados, mas no Distrito Federal o destaque é do grupo de 40 a 59 anos, com 79,5%.

    Trabalho é citado como a situação mais influenciada por cor ou raça.

    Sobre situações em que a cor ou raça influencia a vida das pessoas no Brasil, em primeiro lugar aparece “trabalho”, resposta que foi dada por 71% dos entrevistados. Em segundo lugar aparece a “relação com justiça/polícia”, citada por 68,3% dos entrevistados, seguida por “convívio social” (65%), “escola” (59,3%) e “repartições públicas” (51,3%).

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  13. projetomuquecababys Says:

    By Juliano Gonçalves Pereira

    Não suporto mais…Ver meu corpo negro manchado de sangue pelas machetes dos jornais e estatísticas nacionais. Ver minha virgindade sendo jogada no lixo nas principais rodovias deste país.
    Ver meus irmãos mendigando crack nos semáforos e serem maculados como vírus, câncer que precisam ser eliminados do organismo social. Será que não importamos para esse país? Ou melhor, será que ainda continuamos não importando para essa terra como fizeram com nossos antepassados escravizados na África e trazidos para o Brasil? Às vezes tenho a impressão que pouco importamos a quem tem a obrigação de combater tamanhas atrocidades…
    Não bastaram quase quatrocentos anos de escravidão, e um legado de sermos o mais perverso país das Américas a explorar a mão de obra negra escravizada…
    Um tempo hostil, injusto, desumano, apregoado de formas perversas e insanas que feriram todos os princípios dos diretos humanos universais. Temos ainda que nos deparar em pleno Séc. XXI com ações letais que continuam a matar e escravizar esse povo negro que trouxe o progresso brasileiro nos braços, pagando muitas vezes com a vida o enriquecimento dos colonizadores.
    Não suporto mais, chega!…
    Chega de assassinatos, chega de bala perdida que tem preferência para o jovem negro da favela, chega de erros médicos que acomete em sua grande maioria o corpo escuro da mesa hospitalar, chega de ilegalidade, se o aborto perigoso mata preferencialmente a jovem negra que não possui recursos para fazê-lo de forma segura…
    Chega!
    Serão 33 mil adolescentes que perderemos até 2012 segundo a UNICEF/UERJ, se não intervirmos logo… Poderá ser meu vizinho, o teu filho, ou o garotinho que joga futebol na rua no final da tarde… Poderá ser teu filho mãe negra, meu afilhado, meu irmão… Poderá ser eu!
    Não suporto mais tamanha dor, de ver meu povo mergulhado na pobreza e nos piores índices sociais, imersos em ideologias perversas, alienadoras e mentirosas…
    É muita injustiça, muita falta de sensibilidade e vontade política…
    Meu BRASIL acorda! Estamos sendo exterminados, existe uma máquina de matar que cerceia ainda hoje 121 anos após 13 de maio 1888 a liberdade do povo negro brasileiro.Eu não suporto mais, tamanhas mentiras nos programas de TV, não suporto mais minha história ser maculada, bagunçada, inferiorizada, estuprada, vendida, subalternizada, nas novelas…
    Meu povo me ajude que não suporto mais! Meu desespero é latente, sufocante e me deixa impotente…  
    Não bastou sufocar-nos e explorar-nos como mercadorias durante o período escravocrata? Não bastou retirar de meus antepassados escravizados, o direito da liberdade, da constituição de família, de ter sua própria crença religiosa?
    Deixaram-nos de fora de uma Constituição entendida como cidadã, que privilegia mulheres (legítimo), índios (legítimo), portadores de necessidades especiais (legítimo), pequenas empresas brasileiras (legítimo), crianças e adolescentes (legítimo), mas esqueceram de também fazer alusão ao povo que foi escravizado, que foi impedido de estudar, de ter saúde gratuita, assistência social, de ser remunerado pelo trabalho, esqueceram de mencionar quem mais precisa desta constituição, e ainda hoje nos impedem deste direto, nos interpelando de inserir-mos na Carta Magna brasileira pelo Estatuto de Igualdade Racial, com seu texto original que garante inclusão de fato do povo negro. Não bastou sujar nossa mente com teorias de auto-negação, com a privação da educação na primeira constituição brasileira, de atos perversos e impunes que distanciaram meu povo da cultura de acreditar no poder do conhecimento, que faz com que crianças e jovens, espalhados nas periferias do Brasil tenham como única referência o tráfico de drogas.
    Não bastaram as mentiras sobre nossa capacidade intelectual, agora querem nos impedir de entrar na Universidade com igualdade de oportunidades, salvos, reconhecidos e assinados por Declarações Universais…
    Oxalá, chega! Eu não suporto mais…
    Entender um país de controvérsias, viver em um solo manchado com o sangue inocente negro, perceber um aparthait singelo, mesquinho que direciona as pessoas na sociedade pela geografia de seu corpo…
    Não posso deixar essa terra para minhas filhas e filhos, não posso permitir que esse modelo de sociedade se postergue por mais tempo, é muita injustiça, muita exploração, muita desumanidade.Meu coração aflito grita desesperado por socorro… Escute-me, ouça Brasil!!! Ouça este teu filho negro que só deseja um solo seguro e igualitário para teus semelhantes, que continuam sendo explorados e devastados pelo racismo, pelo machismo e por todas as mais perversas formas de discriminação…
    Escute Brasil seu filho, antes que uma bala perdida atinja seu corpo negro, antes que o capitalismo o embranqueça, antes que a necessidade por comida e sobrevivência assalte e roube sua auto-estima e seus ideais. Escute! Antes que retirem sua aparência Afroafirmada para não mais ser mau tratado, discriminado, inferiorizado nas portas dos bancos… 
    Meu Brasil, escute teu filho que está desesperado por não saber mais como se comportar diante tantas injustiças, que chora durante a noite por um irmão que fatalmente mata e outro que fatalmente morre; Por uma irmã, muitas vezes ainda criança que entrega seu corpo por R$ 5,00 (cinco), R$ 3,00 (três) reais quando não são espancadas por estes monstros ladrões e exploradores dos direitos humanos, “violadores do significado de humano”…
    Não agüento mais ver tudo isso! Gritar tantas barbáries, chorar desesperado em meu canto, e simplesmente ouvir que eu deva ter paciência. Não agüento mais sentir tudo isso! Por favor façam alguma coisa, pois estou morrendo…
     
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