Aos mentores do nosso design social

By Luis Carlos “Rapper” Archanjo

(…) as chamadas identidades sociais minoritárias, resistentes à assimilação são consideradas secundárias, “irremediavelmente particularistas” e, principalmente, “atrasadas” em oposição às culturas dos grupos classificados como universalistas. As culturas “diferentes” são consideradas como entraves ao progresso e às “culturas superiores”, o que ressitua o tema da hierarquia racial, etnocentrismo, onde, como mito, a “hierarquia natural” deposita na cultura a instância decisiva de classificação, organização e controle das relações sociais, fato que merece destaque, na medida em que amplia o alvo dos processos de dominação-exploração. Portanto, a impessoalidade das relações infossociais coloca abaixo este perverso argumento de verbalização não-verbal da territorialidade a partir da contextualização hegemônica de síntese, mensurada pela capacidade de reter e disseminar  informação e conhecimento, até então retidos nos espaços de poder. Portanto, não se pode negar do quanto as ferramentas infocomunicacionais estão dando um ressignificado à acessibilidade e, nessa metamorfose coabitem modos tradicionais de comunidades e formas emergentes do cenário tecnológico de comunicação síncrona e assíncrona.

A contextualização acima levou-me ao questionamento intitulado:

AOS MENTORES DO NOSSO DESIGN SOCIAL

Nos 500 anos da nossa história, as classes dominantes cuidaram da formação dos formuladores das várias áreas que alavancam o processo econômico, os educadores para a formatação curricular e a sua consequente ingerência no mercado de trabalho concomitante à distribuição de renda resultante da qualidade do tempo de escolarização na escola dicotômica e meritocrática. Portanto,  variável primeira para análise de disparidades na distribuição de renda advinda da qualificação profissional; da apropriação dos bens culturais e as várias possibilidades para amenizar os problemas sociais através do histórico-social imaterial das suas manifestações culturais; a pseudo neutralidade pontuada dos processos formativos necessários à impessoalidade da gestão cultural e partilhamento de valores, crenças, conhecimentos e  e todo simbolismo que pode representar  cada grupo do multiculturalismo  da  nossa cultura popular  e,  mesmo que bem-intencionados devem reconhecer o risco de resvalar em um autoritarismo inconsciente ou na manipulação cultural em uma sociedade dividida e sujeito à ideologia. Recaem no populismo ao tentar tutelar a produção dita popular, desenvolvendo  uma postura assistencialista e   protetora, típica do intelectual “iluminado” que “sabe o que é melhor” para o povão, o que de certa forma infantiliza o povo, ao qual ele atribui imaturidade e passividade, como se precisasse ser dirigido (ARANHA, 2006, p. 62). Enfim, recriaram as concepções europeias de pseudo refinamento e os impedimentos necessários para circunscrever aqueles ditos dos “entraves” longe do espaço de aculturamento ou no analfabetismo visual de seus processos criativos.

Hoje na base da pirâmide social, estigmatizados através das várias fabulações do espaço intra-escolar e as suas formulações público e privada de ensino aprendizagem díspares da realidade da leitura de mundo que tanto profetizou Paulo Freire. Após as considerações anteriores fica o questionamento do quanto os que ficaram a vida toda sob a tutela do pseudo conhecimento de formadores de opinião pelos vários caminhos do determinismo da vitaliciedade, do acesso aos bens culturais e na construção dos saberes  do nosso história-social e os seus valores ideológicos desconstrutores do “Indeterminismo Sartreano” de que o homem pode mudar o curso da sua história através das oportunidades por ele construídas.  Buscar culpados no discurso entre iguais ou tergiversar em contra-argumentos sem o academicismo necessário para refutar pressupostos de permanência para práticas de tantos anos de historicidade significa estar  na centralidade de renovados mecanismos de transferência de responsabilidade pelo “entrave econômico”, analfabetismo visual, e outras colocações para um problema que é de todos: a falta de acesso e permanência na escola para  a maioria daqueles fora do processo cultural brasileiro dito relevante. Portanto, cabe àqueles da base da pirâmide questionarem-se do quando a busca de caminhos para um novo ethos é parte do compromisso de cada um na construção de um novo design social que passe pelo quociente de criatividade, não dos estetas, mas do ponto de vista da alteridade e da capacidade inerente de dar forma  as suas abstrações, que passe pelo embasamento dos livros como meio de chegar a sabedoria que dá razão para viver e/ou que ensina a conviver, e, assim, empoderar-se  em princípios de formação humana com solidez capaz de inferir contorno artístico as suas visões de mundo e, ao mesmo tempo, canal de expressão de tantas emoções reprimidas, tanto quanto fazer a imersão numa educação que  possibilite o refinamento de síntese crítica saída de considerações ou visões de mundo com poder de persuasão para mudar o curso de tantas lutas inglórias pelo reconhecimento de outras falas na contramão do discurso dominante.

Mais uma vez, por mais que relute em pontua-lo, as palavras do mestre estão em meu texto: “Tão somente o investimento em pessoas psicologicamente fortalecidas, socializadas à atitudes sociais positivas e cognitivamente favorecidas poderemos reverter o quadro da violência sem cara e sem cor subvertendo a imaginação dos nossos jovens para os produtos e subprodutos da lógica do consumismo a qualquer preço pelo que pode a comunicação midiática em veicular idéias e visões, valores e normas, sensações e sentimentos,  desejos e modelos de comportamento, afetando o olhar das pessoas, os mais jovens, principalmente,sobre si mesmas e sobre o mundo, a compreensão do seu papel na sociedade, a percepção da sua capacidade de influir ou não nas  estruturas sociais e institucionais e no curso dos acontecimentos” – Darcy Ribeiro (1995).

Pelo que a “sociedade da informação e do conhecimento“, onde a tríade capital, terra  e trabalho, outrora geradora das riquezas  do mundo é substituída pelo intangível, proveniente do trabalho intelectual, das competências e habilidades para aprender a ser, aprender a conviver, aprender a aprender e do saber fazer como o grande desafio do milênio. Mais uma forma de intervenção/regulação na realidade pela ordem capitalista, agora impactada pela imprevisibilidade, a velocidade das inovações tecnológicas e a quantidade infinita de informações, sustentada pelo caráter  interpretativo do conhecimento, em que predomina a criatividade e a inovação . A sociedade do conhecimento  trás no conjunto da acessibilidade aos saberes dos espaços de poder para a configuração dos aspectos exógenos da satisfação visual do esteta em detriment0 a visão holística do ser retratando com fidelidade as suas fabulações de mundo usando a arte como veículo de propósitos mais diversos, mesmo que incoerente aos olhos de quem observa a mesma realidade pelas lentes interpretativas da estética conceitual, portanto, o seu caleidoscópio , a sua leitura de mundo e a extensão da sua capacidade de inferir uma argumentação que dá significado ao cotidiano, formato a coerência interna e a conseqüente afirmação da singularidade para percepionar e converter mensagens e significados mesmo sem a argumentação mais conceitual da literacia artística e as suas considerações heteroperceptivas.

Pensar nos limites e possibilidades  da produção de fatos científicos e/ou de artefato tecnológico na era da informação e da comunicação significa colocar o conhecimento tecnológico a serviço do homem de modo que esse possa  materializar representações de mundo,  verdades ou mentiras ou refutar paradigmas até então tidos como verdades absolutas são os vários modos de fazer uso da tecnologia e da informação.  Contexto em que a informação e o conhecimento nos processos de inovação toma dimensão tal, que a dialeticidade do binômio e seu  determinismo tecnológico, de um lado, e a subjetividade humana, do outro,  criando a intersubjetividade sociotécnica,  que nos remete a Teoria da Ação so construtivismo de Callon e Latour (CALLON, 1989; CALLON, LATOUR, 1991; LATOUR, 2000; CALLON, 2006a) para explicitar a mútua implicação  de apropriar e ser apropriado em processos de aceitação e circulação necessários à  vantagem competitiva e inovação produtiva da sociedade em questão. Assim temos o conjunto de aplicabilidades da relação homem/máquina na busca do bem estar do homem, onde o binômio esta na  centralidade de relações que fogem as convenções tradicionais  ao diluírem-se as fronteiras entre sujeito e objeto, homem e natureza, humano e não humano, saberes profanos e científicos. Nesse contexto os recursos das mídias educativas síncronas e assíncronas,  a narrativa fílmica, o audiovisual engendra fatos e artefatos criando novas formas de se relacionar com a apropriação  do conhecimento, com a expressão artística pelo que a abstração do híbrido homem/máquina  pode intervir na realidade com  pincelado de valores de pertencimento, de questionamento, de identidade, senso comunitário. Segundo Staninger (1994), os “educadores interessados em promover um conhecimento cabal de informação cognitiva aos seus alunos fariam bem em incluir a teoria e a prática hipertextual no seu currículo” (Ibidem, p.53).

Sobre este assunto, Dominique Nora (1995) aponta como principal desafio a subversão do papel de professor: “os professosres devem mudar totalmente os seus métodos: aceitar passar do papel de mestre ao de mentor” (Ibidem, p. 32).

“Será um tempo para louvar, ou um tempo para temer?”

A flexibilidade dos sistemas hipertexto/hipermédia em representar o conhecimento permitindo ao aluno orientar as suas aprendizagens, na opinião de Dias (et al., 1998), é neste contexto que surge “a consciência de que o professor não é, nem pode ser, o único detentor e transmissor de conhecimento” (Ibidem, p.47). Tendo em consideração que um grande número de professores desconhecem a linguagem informática e a ideia subjacente a um certo conformismo e acomodação que os impede de aceder a tal conhecimento, justifica a atitude de repulsa e ceticismo relativamente à implantação de ambientes de aprendizagem hipermédia. É importante realçar que as novas gerações de alunos trazem uma grande adaptação à linguagem informática e ao hipertexto/hipermédia (tendo em consideração que o hipertexto passou a constituir um dos pilares do funcionamento do sistema world wide web da Internet – www. Como tal, se o professor não alterar o seu papel, surgirá um período durante o qual o ensino não estará adaptado às exigências mínimas que o progresso impõe. Creio que a implementação dos sistemas hipertexto/hipermédia como modelo híbrido não vem de forma alguma ameaçar o papel do professor, antes enriquecer o seu desempenho. A implantação destes sistemas no ensino  promove no aluno cada vez mais uma maior autonomia na aprendizagem porque os hiperdocumentos estimulam-no a adquirir essa informação; por sua vez, o professor assume o papel de coordenador de aquisição de conhecimentos.

Um novo momento da realidade escolar apresenta-se na atualidade, em que o eixo de veiculação dos conhecimentos a serem trabalhados na escola não de dá exclusivamente nesse espaço social. No atual estágio da sociedade, as informações e inovações encontram-se disponíveis nos múltiplos media e, sobretudo, nos ambientes virtuais acessíveis na infovia. Um conhecimento fragmentário, mas tão disponível quanto um livro.  Um conhecimento sedutor que se apresenta com todos os recursos de sons, cores, imagens e movimentos, que pode ser processado em qualquer instante; sem restrições; informações provisórias, múltiplas, díspares, confusas, paradoxais; um excesso de dados que precisam ser compreendidos, discutidos, e trabalhados coletivamente para serem aprendidos e analisados criticamente. É em meio a esta multiplicidade de informações que o professor deve estar presente como o “agente de inovações” em um novo sentido. Seu papel, neste momento, não será anunciar a informação, mas orientar, promover a discussão, estimular a reflexão crítica diante dos dados coletados nas amplas e variadas fontes. Possibilitará aos alunos a triagem destas informações e o estabelecimento de oportunidades para a reflexão, o debate e a identificação da qualidade do que lhes é oferecido pelos inúmeros canais por onde os conhecimentos são disponibilizados. Neste sentido, “ele é o profissional que vai auxiliar na compreensão, utilização, aplicação e avaliação crítica das inovações, em sentido amplo, requeridas pela cultura escolar” (CASTRO e CARVALHO,  2002, p. 103).

Portanto, são bem vindas as objeções daqueles que acreditam nas possibilidades interacionais da cultura popular e as novas formas de leitura de mundo que possam inferir positivamente nos processos da alteridade, onde o divisor de águas seja o quociente de criatividade inerente aos processos socioculturais construtores da fabulação artística, indiferente aos conceitos, rotulações ou qualquer menção organizacional para a exteriorização simbólica dos vários meios da externação artística ante as práticas persistentes de categorização, por que não dizer da hierarquização dos saberes pelo que a transmissão do conhecimento midiático trás de representatividade na hegemonia dos espaços de produtores da cultura de difusão, onde se faz necessário o discurso contra-hegemônico ou contra-ideológico de intelectuais orgânicos fora dos processos midiáticos cooptantes,  pelo que a impessoalidade da sociedade do conhecimento infere as atitudes estigmatizadas em torno da alteridade através de práticas do medo e de autoritarismo ainda que em alguns momentos camuflados, que, negando a existência dos diversos grupos étnicos se vê a si própria, se assume e é compreendida como uma expressão “regeneradora”. O que está subjacente não é somente uma suposta inferioridade de um grupo, mas a alteridade ameaçadora da homogeneidade e sua resistência à assimilação.

A partir dessa lógica, as chamadas identidades sociais minoritárias, resistentes à assimilação são consideradas secundárias, “irremediavelmente particularistas” e, principalmente, “atrasadas” em oposição às culturas dos grupos classificados como universalistas. As culturas “diferentes” são consideradas como entraves ao progresso e às “culturas superiores”, o que ressitua o tema da hierarquia, onde, como mito, a “hierarquia natural” deposita na cultura a instância decisiva de classificação, organização e controle das relações sociais, fato que merece destaque, na medida em que amplia o alvo dos processos de dominação-exploração. Nesse contexto etnocêntrico o papel das redes sociais é de suma importãncia pelo que esta acolhe da diversidade segundo formas próprias para regular os diferentes pontos de vistas dentro de um ordenamento socializante para relações virtuais comprometidas somente com objetivos afins dos membros em rede e, entretanto, ao mesmo  tempo se transforma em campo fértil  para o empreendedorismo individual ou co-autoria para projetos movidos, primeiramente, por questões altruístas de internautas conscientes quanto a sua responsabilidade em conscientizar outros cidadãos na construção de uma sociedade inclusiva.

 Tal visão relacional nos leva ao entendimento do Conceito Aristotélico de Equidade, ou seja, oferecer oportunidades diferenciadas com vista à busca da igualdade, constitui o princípio filosófico da exclusão.  Portanto, a impessoalidade das relações infossociais coloca abaixo o perverso argumento da verbalização não-verbal de superioridade cultural etnocêntrica a partir da concepção hegemônica de que tão somente por meio do conhecimento  acumulado ao longo do histórico-social da humanidade, e sistematizado pela escola pode-se fazer a aferição da bagagem de conhecimento e informação, até então retidos nos espaços de poder, de uma pessoa. Portanto, não se pode negar do quanto as ferramentas infocomunicacionais estão contribuindo na construção de novos paradigmas nos processos de acessibilidade e, nessa metamorfose coabitem modos tradicionais de comunidades e formas emergentes do cenário tecnológico da comunicação intercambiando novas possibilidades interpessoais.

O limite político do liberalismo foi a igualdade jurídica dos cidadãos; todos somos iguais diante da lei, devendo ter igualdade de oportunidades, considerando, assim, igual os desiguais. O socialismo defende que uma sociedade desigual para que se diminuam as diferenças sociais seria necessário tratar de forma desigual os desiguais. As considerações sobre as desigualdades no campo educacional como parte dos mecanismos da engrenagem que sustenta o binômio dominação-exploração  nos leva aos avanços na legislação  que atende sa educação inclusiva. Destaque para a redação que diz: “o  paradigma do suporte traz a ideia de que todo cidadão com deficiência tem direito a receber todo e qualquer apoio que seja necessário para o desenvolvimento do seu potencial para obter uma vida de qualidade e para ter uma real participação em todas as áreas de sua existência familiar, social e profissional e econômica. “Suporte na educação inclusiva  implica em providenciar e implementar todos os ajustes que se fizerem necessários para “garantir que as pessoas com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades, possam se matricular, frequentar e participar da escola regular em todos os níveis de ensino e modalidade de educação” (SASSAKI,  1997).

Em suma, a comunicação afeta profundamente a consciência da população. E, infelizmente, nem sempre para o melhor. Porque em geral muito mais se apela ao cérebro reptiliano das pulsões primárias imediatistas e dos reflexos instintivos do que ao cérebro superior do discernimento, da análise lógica, da avaliação sensata, dos vaores harmoniosos e das habilidades construtivas. Assim, conforme mostre ou esconda determinada realidade, valorize ou estigmatize determinados fins e valores, regras e recursos, e conforme mobilize ou desmobilize a energia das pessoas para alcançar ou impedir certos fins, certos resultados sociais, a comunicação midiática é hoje fator central, para o bem e para o mal de intereresses de classes dominantes, principalmente, embora não exclusivo, do comportamento dos membros das sociedades contemporâneas em muitas áreas de interesse coletivo onde  perdure os espaços de poder para veiculação dos vários processos da mitificação de conceitos e valores que dão sobrevida ao status quo da dominação, tutelagem em áreas como: educação, saúde, economia, cultura, lazer, direitos civis, segurança pública e política, refletindo a complexidade psíquica, social, afetiva, cultural, econômica e político-ideológica , amordaçando os  próprios dominados, e dominantes na própria armadilha, da legião de “reféns do medo” do nosso caos urbano.

O papel do professor como “agente de memória” na sociedade digital é, principalmente, ajudar seus alunos a se compreenderem como participantes de um grande e complexo grupo social, com tradições e processos civilizatórios diferenciados. Procurar, através da integração dessas diferenças, alcançar a utopia proposta por Pierre Lévy, do coletivo inteligente em direção ao ecossistema cognitivo que une a totalidade de seres – homem e máquinas – pensantes, contribuindo todos para a memória coletiva comum em permanente processo de ampliação e transformação. Essa universalização da eduacação, no entanto não pode deixar de ser acompanhada da valorização dos aspectos que caracterizam o caráter regional do ensino e o fortalecimento da cidadania, da solidariedade e do respeito entre os povos. Todos precisam sesentir cidadãos de seu próprio país e do mundo. Características como a cooperação, a interatividade e o respeito às diferenças são aspectos que precisam ser priorizadas em todas as instâncias e setores educacionais. Neste aspecto, o papel do professor será, sobretudo, orientar seus alunos (e a si mesmo) a respeitar e a aprender através das trocas virtuais (e/ou presenciais) com alunos de diferentes culturas, idiomas e realidade social. Criar também pontes entre os estudantes que têm acesso ilimitado aos mais avançados equipamentos e tecnologias e os que dependem exclusivamente do espaço escolar para ingressar e vivenciar experiências nas novas dimensões do ensino. É assim capaz de realizar na ação docente interações e intercâmbios entre linguagens, espaços, tempos e conhecimento (pontes temporais, sociais, tecnológicas) diferenciados. Para Castro e carvalho (2002): O professor, como agente de memória educativa na sociedade digital – em um mundo que “pensa para frente”, sempre em busca do mais novo, o mais veloz, o mais avançado – funciona também como a pessoa que leva as novas gerações a recuperar o passado, a discutir suas origens, histórias, sua memória social, a identificar avanços e recuos nas ciências, nos saberes e nos processo civilizatório, a aprender com o passado e a respeitá-lo como construção socialmente tão importante quanto o momento vivido e as projeções de futuro  (CASTRO e  CARVALHO, 2002, p. 98- 99).

 

Bibliografia

CASTRO, Amélia Domingues e CARVALHO, Anna M. Pessoa. Ensinar a Ensinar: Didática para Escola Fundamental e Média. Cengage Learning: São Paulo, 2002).

RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro – A Formação e o Sentido do Brasil. Companhia das Letras:  Rio de Janeiro, 1995.

SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão – Construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997.
Disponível em <http://www.webartigos.com/artigos/os-varios-paradigmas-que-permeiam-a-historia-da-pessoa-com-deficiencia-em-nossa-sociedade/33351/&gt;

Leitura Complementar
BELLONI, Maria , Luiza; GOMES, Nilza Godoy. Infância, mídias e aprendizagem: autodoxia e colaboração. Educação e Sociedade, Campinas, vol. 29, n° 104 – Especial, p. 717-746, Out/2008.
 http://www.scielo.br/pdf/es/v29n104/a0529104.pdf 

3 Respostas to “Aos mentores do nosso design social”

  1. […] o rosto e permitimos ser identificados. Aprender o sentido e o infinito no rosto do outro é a “ética da alteridade”. O ensinar deve traduzir o respeito ao outro, como linguagem do seu modo de ser, sem possuí-lo. […]

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