As causas do Fracasso Escolar
Luis Carlos “Rapper” Archanjo
O tema fracasso escolar encontra-se constantemente em pauta nas discussões dos órgãos oficiais e dos especialistas responsáveis pela educação. Medidas político-administrativas e pedagógicas são debatidas, elaboradas, adotadas e, da mesma forma, pesquisas e exames nacionais vêm sendo realizados com o intuito de solucionar problemas referentes ao grande número de crianças em idade escolar fora da escola, seja porque nela nunca ingressaram ou porque sofreram o processo de evasão ou repetência. Esses estudos e medidas, quase sempre, são elaborados a partir de uma perspectiva calcada nos interesses da classe dominante, baseado num modelo liberal e colocam a escola e a educação formal como redentores e equalizadores das desigualdades sociais. Segundo Patto (1996) foram teorias baseadas num discurso pedagógico liberal que serviram de pano de fundo às explicações do fracasso escolar durante o percurso da pesquisa da política educacional no país.
Em princípio marcadas por um discurso biológico em que as causas do fracasso escolar estavam relacionadas a fatores genéticos, raciais e hereditários dos indivíduos. Nos anos 70 um novo discurso passa a ser buscado na proveniência cultural dos alunos, dando origem histórias de carência cultural. Recentemente pesquisas como as de Patto (1996, apud GRACIANO, 2007: 4, 50-60); Cruz (1987), Machado (1994); Souza, M (1991) e outros procuram mudar o eixo da discussão sobre o fracasso escolar, buscando contextuar o problema dentro de um pensamento histórico brasileiro, empenhando-se em desvelar como se constroem as idéias de desvalorização e os preconceitos em relação aos indivíduos da classe trabalhadora e, muitas vezes legitimados sob um discurso cientificista. Essas pesquisas recentes revelam que a escola se constitui como reprodutora das desigualdades sociais e da dominação, por outro lado revelam que no interior da escola, assim como na sociedade, surgem contradições que favorecem um embate de idéias e atitudes que poderão provocar rupturas nos discursos e práticas cristalizadas que ali se processam.
Como o dito popular que diz: “A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco”, continua persistindo a tendência em vincular o fracasso escolar, muitas vezes, às crianças; que tratadas como incompetentes, não tendo direito de se expressarem, cabendo ao professor incutir-lhes o saber “conta bancária”. A não adaptação a esse saber é um problema da criança-aluno, quer por razões pessoais, emocionais, culturais, familiares, biológicas, etc., não consegue ter aproveitamento a contento. Duas conseqüências, no plano pedagógico, decorrem desse papel dominador da escola: a submissão ou a agressividade. Ambas dificultam a aprendizagem porque atingem a autoestima da criança. Dessa forma a escola assume uma função estigmatizadora, criando o estereótipo do aluno marginalizado, que é, na maioria das vezes aquele proveniente das camadas populares.
A sociologia da educação de Bourdieu nos dá uma sintese dos clássicos da sociologia quanto a relação histórico-dialética entre condutas individuais propelidas por disposições socialmente adquiridas e integradas em um habitus, de um lado, e estreuturas objetivas ou “campos” de relação entre agentes diferencialmente posicionados e empoderados de outro e, assim, nos dá a explicação dos simbolismos que permeiam o acordo tácito entre antagônicos para que não se instale uma anomia hobbesiana, mesmo que no caos das nossas desigualdades sociais, onde a escola cumpre o seu papel ideológico quando seleciona os conteúdos escolares em função dos conhecimentos, dos valores, e dos interesses das classes dominantes e se dissimula aos questionamentos ao inculcar o objetivismo das teorias estruturalistas, criticadas por Bourdieu pelo que estas descreveriam a experiência subjetiva como diretamente subordinada às relações objetivas (normalmente, de natureza linguística e econômica). A transmissão dos conhecimentos seguiria o que Bordieu chama de “pedagogia do implícito”, o pleno aproveitamento da mensagem pedagógica suporia implicitamente, a posse de uma capital cultural anterior que apenas os alunos provenientes das classes dominantes apresentam. Bourdieu afirma, em primeiro lugar, que a ação das estruturas sociais sobre o comportamento do individuo se dá de dentro para fora e não o inverso. A partir de sua formação inicial em um ambiente social e familiar que corresponde a uma posição específica na estrutura social, os indivíduos incorporam um conjunto de disposições para a ação típica dessa posição (“habitus” familiar ou de classe) e que passaria a conduzí-los ao longo do tempo e nos mais variados ambientes de ação. A escola e o processo de representação das desigualdades apontam para um mesmo princípio de inteligibilidade: o “das relações entre o sistema de ensino e a estrutura das relações simbólicas”.
O ponto de partida do raciocínio de Bourdieu talvez se encontre na noção de arbitrário cultural, ou seja, nenhuma cultura pode ser objetivamente definida como superior a nenhuma outra, portanto a cultura escolar socialmente reconhecida como cultura legítima, como única universalmente válida, seria arbitrária ou uma violência simbólica imposta pelas classes dominantes. A partir dos processos alienantes da autoridade pedagógica, isto é, a legitimidade da instituição escolar e da ação pedagógica que nela se exerce, só pode ser garantida na mediada em que o caráter arbitrário e socialmente imposto da cultura e dissimulado quando esta se omite na neutralidade de conteúdos proporcionais à sua capacidade de se apresentar como não arbitrária e não vinculada a nenhuma classe social através do discurso da equidade formal entre todos os alunos, mesmo nas questões do domínio prévio de um conjunto de habilidades e referências culturais e linguísticas da vitaliciedade da bagagem cultural de professores na busca daqueles com instrumentos decodificadores para realidades afins, pelo que estes receberam de herança cultural desde muito cedo e de modo difuso, insensível, teriam dificuldade de se reconhecer como “herdeiros“. O autor observa que o efeito de legitimação provocado pela dissimulação das bases sociais do sucesso escolar é duplo: manifestar-se em relação tanto aos filho das camadas dominantes quanto dominadas. Os primeiros, suas disposições e aptidões culturais e linguísticas pareceriam ser naturais, fazer parte de sua própria personalidade. O segundo grupo, por outro lado, sendo incapaz de perceber o caráter arbitrário e impositivo da violência simbólica da cultura escolar, tenderia a atribuir suas dificuldades escolares a uma inferioridade que lhe seria inerente, definidas em termos intelectuais (falta de inteligência) ou morais (fraqueza de vontade) (NOGUEIRA, 2002, p. 26-30)
Atribui-se ao próprio sujeito marginalizado a culpa pela sua exclusão (Teixeira, 1992). Apesar do volume de pesquisas sobre o tema investigado, poucos abordam o problema a partir da ótica da criança-aluno e sua família. Investigar o fracasso escolar a partir do ponto de vista do excluído é, a nosso ver relevante, por explicar através da fala dos próprios alunos os efeitos produzidos pelo rótulo de fracassado escolar, ao considerar as diferentes versões que elas produzem sobre sua condição escolar e, os efeitos na imputação do estigma de fracasso em sua subjetividade. Todas essas questões envolvem preconceito, estereótipo, formação de identidade e processos de diferenciação enquanto construção social e cultural. Avaliações de senso comum sobre os alunos da escola pública são uma forma em que nomes, justificativas e rótulos usados para os números altamente elevados de retenção, exclusão e encaminhamentos de alunos nos meios escolares do tipo: não presta atenção em nada, não aprendia porque tinha algum comprometimento cognitivo, imaturo, vítima de família desestruturada, fome, falta de estímulo, trabalho infantil, dificuldades de aprendizagem entre outros de um vasto repertório de transferência da problematização para a não valorização dos saberes e interesse da criança-aluno [1].
O filósofo Edgar Morin critica, por exemplo, que nas escolas e nas universidades não existe um ensino sobre o próprio saber, ou seja, sobre os enganos, ilusões e erros que partem do próprio conhecimento, defendendo a necessidade de criar cursos de conhecimento sobre o próprio conhecimento. O autor de “Os Sete saberes para a Educação do Futuro, Educar para a Era Planetária lamenta, igualmente, que a condição humana está totalmente ausente do ensino: Perguntas como o que significa ser humano? Não são ensinadas, critica. Por outro lado, Morin acredita que a “excessiva especialização” no ensino e nas profissões produz um conhecimento incapaz de gerar uma visão global da realidade, uma inteligência cega. “Conhecer apenas fragmentos desagregados da realidade faz de nós cegos e impede-nos de enfrentar e compreender problemas fundamentais do nosso mundo enquanto humanos e cidadãos, e isto é uma ameaça para a nossa sobrevivência, defende”. O que proponho é fornecer aos alunos as ferramentas de conhecimento para serem capazes de ligar os saberes dispersos, explica.
Situados em categoria limitrofe da escala Stanford-Binet, ou “deficiente circunstancial”, para alunos que apresentam distúrbios de aprendizagem, mas não deficientes, e que também são excluídos, rotulados e encaminhados para a educação especial (Mantoan, 1996). Essas crianças apresentam problemas de aprendizagem não vinculados a uma causa orgânica específica, mas sim, em consequência de inúmeros determinantes secundários como a intergeracionalidade de vidas precárias, a violência urbana e o déficit cultural, por exemplo. A versão do déficit cultural baseia-se na idéia de que o ambiente carente gera deficiências pessoais, motoras, perceptivas, afetivo-emocionais ou de linguagem. Segundo alguns estudiosos o fracasso escolar pode ser analisado a partir de quatro eixos principais:
1- O fracasso escolar como um problema psíquico: culpabilização das crianças e dos pais;
2- O fracasso escolar como um problema técnico: não se localiza nos problemas individuais dos alunos, mas na técnica de ensino do professor. O ser humano relaciona-se com o outro, com o mundo e com ele mesmo através do movimento. Ou seja, somos seres de relação que, agindo, entramos em contato com o mundo. “É a partir das referências do corpo que os seres humanos fazem cultura.” (Tiriba, 2001 apud CRUZ, 2005);
3- O fracasso escolar como uma questão institucional : A lógica excludente da educação escolar parte do princípio que o fracasso escolar é um fenômeno presente desde o início da instituição da rede de ensino público no Brasil;
4- O fracasso escolar como uma questão política: a escola é um modelo em miniatura regido pela mesma lógica constitutiva da sociedade de classes.
Pais inferiorizados pelo mal-desempenho escolar de seus filhos, conseqüente do não enquadramento nos padrões determinados pela escola, acabam se sentindo como os grandes culpados pelo mau rendimento do aluno. A frustração, diante das dificuldades dos filhos na escola, leva as famílias a procurarem explicação nas próprias crianças. As explicações mais comuns são de natureza médica, falta de interesse. Os pais introjetam a culpa pelo fracasso do filho e este é naturalizado como se fosse uma doença ou um problema próprio do caráter da criança. Mas os mesmos pais trazem também outras opiniões a respeito das dificuldades escolares dos filhos. A enquete a seguir tem o objetivo de buscar algumas respostas para o fracasso escolar. Foram enumeradas algumas interrogações do repertório das queixas de práticas de ensino-aprendizado que não conseguem cumprir o papel da escolarização como intermediador da emancipação pessoal para uma parcela da população e, pelo contrário, deixa que ao fracasso escolar conforme a geografia da desescolarização e a conseqüente exclusão dos processos de cidadania, nascida desde a precoce introjeção da naturalização das mazelas do dia a dia da criança-aluno no espaço intra e extra-muro da escola pública com suas diretrizes e resultados em constante questionamento pela pedagogia crítico-reprodutivistas e a sua orientação para uma práxis educativa voltada para a compreensão da nossa realidade histórico-social, por exemplo, já que não existe educação neutra [²], já que toda educação não se isola do contexto social e político e, por isso, os pólos educação e política são complementares e indissociáveis.
Num mundo de discurso entre iguais da educação fica o registro de que o que identifica o outro é o seu rosto, e é muitas vezes no rosto do outro que eu encontro a minha própria identificação. Cada rosto é diferente, mas me dá o sentido do respeito, face a face, olho no olho, eu me vejo no outro, pois há uma interpelação quando estamos diante do rosto do outro. Quando o professor aprender a olhar no rosto de seus alunos e não apenas no diário de classe, quando permitir o ser olhado, o senso de respeito ao outro e ao que é diferente, surgirá. Este senso surge quando identificamos o rosto e permitimos ser identificados. Aprender o sentido e o infinito no rosto do outro é a “ética da alteridade”. O ensinar deve traduzir o respeito ao outro, como linguagem do seu modo de ser, sem possuí-lo. Muitas vezes para ver o rosto do outro é preciso olhar com outras lentes, que não sejam as dos míopes, de preferência com a lente do outro, e procurar ver como o outro vê. Isso nos provoca e convoca a análise dos discursos que nos levam à princípios de verdades que são excludentes, ou seja, que não promovem a solidariedade e o respeito ao diferente, ao outro.
MARQUE ATÉ (3) TRÊS OPÇÕES que mais contribuem para o fracasso escolar e, depois clique em VOTE para computar a participação.
OBS: O voto é secreto.
OBS: Votação em aberto, PARTICIPE [3]
[1] – Pro Dia Nascer Feliz - É um documentário que tenta traçar o que pensam os adolescentes de hoje sem uma visão preconceituosa, seja contra alunos de colégios públicos ou particulares ou entre moradores da capital e do interior. Sem generalizar e tentando manter a parcialidade, o filme revela as semelhanças e diferenças entre os jovens, mostrando suas expectativas de futuro.
Pro dia Nascer Feliz – Part 1.2
http://www.youtube.com/watch?v=JBMhPeKPoyo&feature=related
Pro dia Nascer Feliz – Part 04
http://www.youtube.com/watch?v=vpuiqyTbc6k&feature=related
Pro dia Nascer Feliz – Part 03
http://www.youtube.com/watch?v=rRj4IvsUFMc&feature=related
Pro dia Nascer Feliz – Part 7
http://www.youtube.com/watch?v=4Na3N2njG8w&feature=related
Pro dia nascer feliz - Part 9
http://www.youtube.com/watch?v=AqPFQTxWhFc&feature=related
[2] O velho, o novo e o diferente – Desde muito tempo a escola perdeu a função de formar cidadãos críticos e, cada vez mais através da mídia somos informados do curso do mundo. Assim, as redes sociais cumprem o papel de ensinar aqueles que se complementam das suas informações, como também sensibilizar aqueles dos vários níveis de conhecimento que partilham interesses afins em torno de temas que deveriam estar no epicentro do fluxo e refluxo do micro universo escolar e o seu papel de mediar as interações sociais dos tantos segmentos ali representados na diversidade de futuros adultos cidadãos, no exercício das possibilidades de questionar, refutar, de mudar suas próprias decisões e de tomar distância em relação às autoridades instituições quando embasados dos conhecimentos de deveres e direitos sistematizados ao longo da construção e reconstrução da trajetória histórico-social da humanidade.
Brasil sem Grades – Escola do Crime
http://www.youtube.com/watch?v=VCVtEeorAUo&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=lq-qXtmKvlY&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=xBwFX_-J-Ko&feature=related
Binho Freitas – Racismo!
http://www.youtube.com/watch?v=TTzr1b9a4WE
Observar e Absorver – Eduardo Marinho
http://www.youtube.com/watch?v=YmxNx2UT5Dk
[3] Acesso em 06/11/2011
Stats for: As causas do Fracasso Escolar
3.318 total views
| jan | fev | mar | abr | mai | jun | jul | ago | set | out | nov | dez | Total | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
|
2010 |
193 |
153 |
54 |
91 |
165 |
157 |
212 |
91 |
1.116 |
||||
|
2011 |
84 |
163 |
254 |
152 |
176 |
137 |
110 |
175 |
240 |
347 | 353 | 11 |
2.202 |
MÉDIA POR DIA
| jan | fev | mar | abr | mai | jun | jul | ago | set | out | nov | dez |
Com |
|
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
|
2010 |
7 |
5 |
2 |
3 |
6 |
5 |
7 |
3 |
5 |
||||
|
2011 |
3 |
6 |
8 |
5 |
6 |
5 |
4 |
6 |
8 |
11 | 12 | 10 |
7 |
SEMANAS RECENTES
|
seg |
ter |
qua |
qui |
sex |
sáb |
dom |
Total |
Média |
Alterar |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
|
out 24 22 |
out 25 8 |
out 26 8 |
out 27 9 |
out 28 7 |
out 29 6 |
out 30 13 |
73 |
10 |
|
|
out 31 13 |
nov 1 9 |
nov 2 7 |
nov 3 9 |
nov 4 13 |
nov 5 8 |
nov 6 14 |
73 |
10 |
0% |
|
nov 7 8 |
nov 8 16 |
nov 9 15 |
nov 10 17 |
nov 11 10 |
nov 12 6 |
nov 13 17 |
89 |
13 |
+21,92% |
|
nov 14 13 |
nov 15 13 |
nov 16 18 |
nov 17 14 |
nov 18 11 |
nov 19 13 |
nov 20 13 |
95 |
14 |
+6,74% |
|
nov 21 8 |
nov 22 11 |
nov 23 17 |
nov 24 17 |
nov 25 7 |
nov 26 3 |
nov 27 9 |
72 |
10 |
-24,21% |
|
nov 28 10 |
nov 29 16 |
nov 30 11 |
dez 1 10 |
dez 2 1 |
|
|
|
|
+12,24% |
LEITURA COMPLEMENTAR
ANDI e Instituto Alana. Infância e Consumo: estudos no campo da comunicação. Informação – Programa de Cooperação para Qualificação de Estudantes de Jornalismo, 4ª edição, 07 artigos. RedeGife Online. Brasil: 17 de dezembro/2010. Disponível em <http://www.alana.org.br/banco_arquivos/Arquivos/downloads/ebooks/infancia-&-consumo-2010.pdf >
BELLONI, Maria Luiza e GOMES, Nilza Godoy. Infância, mídias e aprendizagem: autodidaxia e colaboração
Educ. Soc. , Campinas, vol. 29, n. 104 – Especial, p. 717-746, out. 2008. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v29n104/a0529104.pdf>
BOLETIM FAMALIÁ - O Boletim Famaliá é uma iniciativa da Famaliá Produções LTDA. que objetiva divulgar as principais notícias relativas ao universo das culturas populares e dos povos e comunidades tradicionais. As notícias são captadas através de uma grande rede de informantes e serão atualizadas frequentemente no sítio http://www.famalia.com.br/?cat=3
Informações poderão ser obtidas e colaborações poderão ser feitas através do endereço famalia@terra.com.br.
BRAGA, Alexandre Francisco. Educação Afro Indígena: caminhos para a construção de uma sociedade igualitária. Revista FACED, n. 15, Salvador, jan,/jul. 2009, p. 127-141. Disponível em < http://www.portalseer.ufba.br/index.php/rfaced/article/view/3257/3523 >
CAVALLEIRO, Eliane. Por um Estado que proteja as crianças negras do apedrejamento moral no cotidiano escolar. Geledes Instituto da Mulher Negra, Portal Geledes. Disponível em: <http://www.geledes.org.br/em-debate/dia-da-consciencia-negra-por-um-estado-que-proteja-as-criancas-negras-do-apedrejamento-moral-no-cotidiano-escolar-20/11/2010.html>
CINELLI, Nair Pereira Figueiredo. A influência do vídeo no processo de aprendizagem. Florianópolis, 2003. 74 f Dissertação, Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção. Universidade de Santa Catarina, UFSC, Florianópolis, 2003. Disponível em <http://www.ufsm.br/tielletcab/Nusi/HiperV/Biblio/PDF/8160.pdf >
COLLUCI, Maria da Glória e TONIN, Marta Marília. Direito Humano à Alimentação Adequada e a Segurança Alimentar e Nutricional da Criança e do Adolescente.Publicação do Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Direito, Curitiba.
Disponível em: <http://www.conpedi.org.br/manaus/arquivos/anais/salvador/marta_marilia
COSTA, Marina Morena. Mau preparo do professor atrapalha o ensino de Literatura Afro. Portal Ig – São Paulo: 20/11/2010. Disponível em:
http://projetomuquecababys.wordpress.com/2010/12/08/mau-preparo-de-professor-atrapalha-ensino-de-literatura-afro/
CRUZ, Cristiane Bonfim. Discussões Sobre a Relação Professor/Aluno. PUC, Rio de Janeiro: 2005
FOLENA, Jorge. As crianças e a guerra declarada. Rio de Janeiro: Tribuna da Imprensa Online, em 4 dezembro/2010. Disponível em < http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=13680 >
GRACIANO, Sueli Cristina. Condições de (NÃO) Aprendizagem na Escola: Uma Discussão à Luz da Perspectiva Histórico-Cultural. Dissertação – Universidade São francisco, Itatiba: 2007.
Disponível em: http://www.usf.edu.br/itatiba/mestrado/educacao/uploadAddress/Dissertacao_Sueli_Graciano[1557].pdf
JUNIOR, Léo Rodrigues. Karl Mannheim e os problemas epistemológicos da sociologia do conhecimento: É possível uma solução construtivista? Revista Episteme, nº 14, p. 115-138, Porto Alegre: jan./jul. 2002.
Disponível em: http://www.ilea.ufrgs.br/episteme/portal/pdf/numero14/episteme14_artigo_rodrigues_jr.pdf
Acesso em: 02/10/2011
MARSIGLIA, Ana Carolina Galvão e OLIVEIRA, Celso Socorro. Aproximações Históricas e Teóricas com a Pedagogia Histórico-Crítica e sua Proposta Metodológica. Revista Educere/PUCPR: 2008.
Disponível em: http://www.pucpr.br/eventos/educere/educere2008/anais/pdf/486_560.pdf
Acesso em: 21/09/2010
MEIRA, Marisa Eugênio Milillo. A medicalização e a produção da exclusão na educação brasileira à luz da Psicologia Histórico-Cultural. XV Encontro Nacional da ABRAPSO (Associação Brasileria de Psicologia Social) , Maceió: 2009.
Disponível em: http://www.abrapso.org.br/siteprincipal/index.php?option=com_content&task=view&id=342&Itemid=96
Acesso em: 04/10/2011
MORIN, Edgar. Os Sete saberes para a Educação do Futuro, Educar para a Era Planetária. São Paulo: UNESCO/Cortez 2000.
NOGUEIRA, Claudio M. Martins e Maria Alice. A Sociologia da Educação de Pierre Bourdieu: Limites e Contribuições. Educação & Sociedade, ano XXIII, nº 78, Abril/2002.
Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/es/v23n78/a03v2378.pdf Acesso em: 14/09/2011.
Disponível em <http://www.espacoacademico.com.br/007/07oliveira.htm>
A escola como uma organização complexa – Por Maurício Tragtenberg
Disponível em <http://projetomuquecababys.wordpress.com/2009/07/01/a-escola-como-organizacao-complexa-por-mauricio-tragtenberg/>
(*) http://www.blogger.com/profile/02416965999815066511
Disponível em: <http://projetomuquecababys.wordpress.com/2009/05/30/94/>
<http://www.telboni.net/visualizar.php?idt=2048036>
Dispõe sobre medidas para identificação e tratamento da dislexia na rede estadual de educação e dá outras providências.Disponível em <http://www.apad-dislexia.org.br/projetos.shtml >
Parágrafo único – A efetivação do previsto no caput deste artigo refere-se à realização de exame nos alunos matriculados no 1º ano do Ensino Fundamental, em alunos já matriculados na rede, com o advento desta Lei, e em estudantes de qualquer série admitidos por transferência de outras escolas que não pertençam à rede pública estadual.
Art. 2º – As medidas previstas por esta Lei deverão abranger a capacitação permanente dos educadores para que tenham condições de identificar os sinais da dislexia e de outros distúrbios nos estudantes.
Art.3º – Caberá ao Estado, através de seus órgãos de atuação setorial competentes, a formulação de diretrizes para viabilizar a plena execução das medidas ora asseguradas, criando equipes multidisciplinares com profissionais necessários à perfeita execução do trabalho de prevenção e tratamento.
Parágrafo único – As equipes multidisciplinares responsáveis pelos diagnósticos deverão possuir em sua composição profissionais das áreas de Psicologia, Fonoaudiologia e Psicopedagogia.
Art. 4º – As medidas de que trata esta Lei terão caráter preventivo e também promoverão o tratamento dos estudantes.
Art. 5º – Caberá ao Poder Executivo regulamentar o disposto nesta Lei.
Art. 6º – Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICATIVA
Dislexia é derivada de dis = distúrbio e lexia que significa linguagem (grego) ou leitura (latim). Portanto, dislexia é um distúrbio da linguagem e/ou leitura. Talvez por soar como nomenclatura de uma doença, o termo dislexia causa medo especialmente entre os pais que, por falta de informações, muitas vezes acreditam ser o fim do mundo ter um filho disléxico. Pesquisas realizadas em vários países mostram que cerca de 10 a 15% da população mundial é disléxica. Ao contrário do que muitos acreditam, a dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. É uma condição hereditária com alterações genéticas, apresentando ainda mudanças no padrão neurológico. Por tudo isso, a dislexia deve ser diagnosticada por uma equipe multidisciplinar. Esse tipo de avaliação dá condições de um acompanhamento pós-diagnóstico mais efetivo, direcionado às particularidades de cada indivíduo. Os sintomas que podem identificar a dislexia, antes de um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem.
Identificado o problema de rendimento escolar ou sintomas isolados, que podem ser percebidos na escola ou mesmo em casa, deve-se procurar ajuda especializada. Cabe à uma equipe multidisciplinar, formada por psicóloga, fonoaudióloga e psicopedagoga clínica, iniciar uma minuciosa investigação. Essa equipe deve garantir maior abrangência do processo de avaliação, verificando a necessidade do parecer de outros profissionais, como oftalmologista e neurologista. A identificação do distúrbio não parte da dislexia. Ao contrário, chega-se a ela a partir da exclusão de qualquer outra possibilidade. Caso outro problema seja detectado, deve haver o encaminhamento para o tratamento adequado. Quando a dislexia é identificada começa, então, um acompanhamento cujos métodos irão variar de acordo com os diferentes graus do distúrbio (leve, moderado e severo), podendo levar até cinco anos.
Crianças disléxicas que têm o distúrbio identificado precocemente e dão início ao tratamento, apresentam menor dificuldade ao aprender a ler. Isto evita problemas no rendimento escolar, que levam meninos e meninas a desgostarem de estudar, terem comportamento inadequado e atrasos na relação idade/série. Apesar do Poder Público permanecer de olhos fechados para esta realidade, a dislexia está diretamente relacionada à evasão escolar e à sensação de fracasso pessoal.
Atualmente, a imensa maioria da rede educacional pública e particular não está capacitada para este desafio. Daí a importância de criarmos em nossas escolas um programa efetivo, que capacite professores a identificar estes distúrbios, crie equipes multidisciplinares para realizar uma avaliação precisa e garanta o acompanhamento profissional necessário. Dessa forma, estaremos garantindo que milhões de crianças e jovens em idade escolar tenham condições de corrigir um distúrbio, que restringe sua capacidade de aprendizado. Estaremos abrindo as portas para que eles tenham um futuro sem traumas, de sucesso profissional e com qualidade de vida.
maio 7, 2010 às 12:05 am
Olá!
O fracasso escolar muitas vezes, acontece também, pelo despreparo do profissional (infelizmente). Isto porque ainda ouvimos nossos colegas dizerem que não estão preparados para trabalhar com alunos com NEE (necessidades educacionais especiais), ou que não sabem utilizar a informática, ou aquele aluno “passa fome mesmo não vai aprender”. Outra questão muito séria é que eles não investem em fazer de suas aulas interessantes, pois continuam na mesmice da lousa e da cópia diária. O salário também contribui pois, infelizmente nosso docentes não são bem remunerados. A profissão de professor já não é bem vista. E por n razões então continuamos vendo nossas crianças de baixa renda, os “excluidos” sendo massacrados anos após anos em nossas escolas.
maio 26, 2010 às 9:23 pm
Nem sempre os professores são os principais ou únicos responsáveis pelas falhas ou fracassos no processo educacional – eles esperam encontrar um modelo de alunos que tenham, no mínimo, algum interesse em aprender, o que nem sempre ocorre. Alunos são levados à escola por imposição dos pais ou pela imposição legal de que todos têm que freqüentar a escola. Na realidade, quando falha o processo educacional, falham todos: aluno, pais, escola, professor e sistema educacional como um todo. A sociedade induz muitos jovens a acreditarem que basta saber jogar bem futebol, ou cantar algum tipo de música da moda, para escaparem da mesmice que significa, para eles, estudar e exercer um trabalho comum. Não se dá à Educação o valor que deveria ter, como mola propulsora do indivíduo, da personalidade e identidade, do crescimento humano e social que ela pode propiciar. Ao invés disto, se enaltecem os que conseguem vencer graças a algum talento especial, obstinação, beleza ou sorte.
maio 27, 2010 às 7:28 pm
Os Racionais focam muito bem a trilogia da mesmice para um mundo pragmático voltado para as coisas práticas, para a eficácia e as soluções imediatistas, portanto, terreno fértil para tergirversações de contra-argumentos que fazem parte de um contexto histórico-social que aos poucos cobra novos contornos para a ascenção social daqueles na base da pirâmide, por mais que permaneçam as mazelas da nossa historiografia no campo social e econômico a formatar o educacional. Quadro de relações interpessoais que suscita uma abordagem atualizada com o momento vivido.
E, se desejamos desenvolver nossa humanidade e das novas gerações pela educação, as explicações do senso comum devem dar lugar ao embasamento da transversalidade da sociologia, da filosofia, da antropologia, da história, da psicologia com a pedagogia é necessário a uma reflexão a partir de questões como: Que tipo de pessoa se quer formar? Para qual sociedade? A partir da elucidação da base antropológica, passamos a seleção dos conteúdos a serem transmitidos: O que ensinar? Só então se colocam as questões metodológicas: Como ensinar? Já que o ensinar depende de determinada concepção de ser humano e de sociedade, concepção esta que não é neutra, por estar impregnada de visão política que a anima.
Assim como o filósofo que indaga a respeito do ser humano que se quer formar, sobre os valores emergentes que se contrapõem a outros, já decadentes, e sobre pressupostos do conhecimento subjacentes aos métodos e procedimentos usados na práxis educativa dos nossos dias. Finalizo com as considerações antropológicas sobre identidade a partir do conceito de identidade como uma construção que se faz com atributos culturais, isto é, ela é caracterizada por um conjunto de elementos culturais adquiridos pelo indivíduo através da herança cultural. A identidade confere diferenças aos frupos humanos. Ela se evidencia em termos de consciência da diferença e do contraste do outro.
A proposta de uma educação voltada para a diversidade coloca, a todos, o grande desasfio de estar atentos as diferenças sociais, econômicas e raciais e de buscar o domínio de um saber crítico necessário à prática docente pautada na “Ética da Alteridade” com a ampliação dos conhecimentos da transversalidade que perpassa o processo pedagógico no seu papel de mediação entre homem e sociedade.
maio 8, 2010 às 3:16 pm
O sistema educacional está por demais ultrapassado. Nem os educadores se apropiam totalmente das mudanças que, via de regra, são feitas verticalmente (de cima para baixo) sem a participação de quem está na ponta: escola, comunidade, sociedade civil organizada etc.
Exemplo disso é a progressão continuada que se for realizada uma pesquisa sobre o que significa, a maioria dos educadores não saberá responder porque nunca ficou muito claro para que estes profissionais entendessem não apenas como fazer, mas porque fazer. O que sobrou foi apenas a má formada opinião pública.
Além disso há o conflito entre o ensino não vertical, construido a partir da riqueza de conhecimento que os alunos trazem à sala de aula, mas que não servirá para o vestibular entre outros e o ensino burguês que é dado nas escolas particulares e que serão a base dos vestibulares, ENEM e concursos públicos ou da iniciativa privada.
maio 8, 2010 às 7:52 pm
A tarefa da pedagogia histórico-crítica consiste na tentativa de reverter o quadro dos altos índices de exclusão da escola que tanto preocupou autores europeus, como os crítico-reprodutivista e o francês George Snyders, com maior razão tem merecido a atenção de pedagogos brasileiros. A tarefa da pedagogia histórico-crítica consiste na tentativa de reverter esse quadro a partir da compreensão de nossa realidade histórico-social, a fim de tornar possível o papel mediador da educação no processo de transformação social. Não que a educação possa por si só produzir a democratização da sociedade, mas a mudança se faz de forma mediatizada, ou seja, por meio da transformação das consciências.
Que não se veja por aí uma proposta idealista de mudança, mesmo porque o projeto histórico-crítico se funda em pressupostos materialistas e dialéticos. Como mediadora entre o aluno e a realidade, a escola se ocupa com a aquisição de conteúdos, a formação de habilidades, hábitos e convicções, o que significa identificação com os métodos tradicionais, porque o caráter histórico-social da pedagogia progressista exige a constante vinculaçao entre educação e sociedade, entre educação e transformação da sociedade, ou seja, o ponto de partida e o de chegada do processo educativo é sempre a prática social.
As teorias progressistas buscam outros caminhos, a partir de uma nova concepção de educação. A própria denominação “pedagogia progressista”, retirada de um livro de George Snyders, não é assumida por todos os teóricos. Menciono-o pelos estudos a partir da relação entre educação e transformação social, pois segundo este, descoberto o caráter político da educação, cumpre construir uma pedagogia social e crítica. Ao reconhecer que o indivíduo está inserido em um contexto de relações sociais no qual a desigualdade é mantida, a tomada de consciência da opressão é importante justamente por orientar na direção de novas formas de ação pedagógica. Isso porque a escola se constitui como um elemento não só de continuidade da tradição, mas também de ruptura, na medida em que pode problematizar a realidade e trabalhar as contradições sociais.
No entanto, se em última análise o objetivo da educação é o desenvolvimento do ser humano integral, bem como a sua emancipação, a realidade efetiva é bem outra. As apropriação do saber tem sido sistematicamente negada aos segmentos mais pobres, o que se verifica pelos altos índices de exclusão, evasão, repetência e, ainda, pelo dualismo escolar, em que aos ricos é oferecida a formação intelectual com abertura para a formação superior e aos pobres a escola profissionalizante (vide Ongs) sem a teoria que possibilite a compreensão da prática.
A fim de superar essa dicotomia, a educação progressista quer formar o ser humano pelo e para o trabalho, ou seja, recusa tanto a educação humanista tradicional – que visa a aquisição de uma cultura supérflua, de adorno, para ricos – quanto a sonegação da cultura eruditas aos pobres. O saber necessário, sobretudo para a classe trabalhadora, é o saber consistente e clareador a respeito do mundo físico e social. Para tanto, é importante que a educação dada ao povo não seja superficial e “aligeirada”, mas que propicie transmissão dos conteúdos necessários para se atingir a consciência crítica a respeito das práticas sociais, do espaço e tempo globalizador, por meio das quais o mundo é construído. (ARANHA, Maria Lucia de Arruda. Filosofia da Educação. São Paulo: Moderna, 2006, p. 268/273)
“Democracia é dar, a todos, o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, isso depende de cada um”.
(Mario Quintana)
maio 24, 2010 às 3:52 pm
Atualmente, são muitos os dilemas que os Profissionais da educação enfrentam no dia a dia do seu trabalho pedagógico em sala de aula, fruto de uma educação imposta como modelo de classificação e condenação da criança-aluno sem respeitar sua história de vida para poder redimensionar o ensino que é o alicerce fundamental para que se pense em uma nova escola pública de qualidade começando pela base:
A FAMÍLIA em parceria com profissionais com Formação adequada e objetivos comuns;
A educação como prioridade para alcançar o suceso pessoal e profissional.
maio 26, 2010 às 3:22 pm
Sou pedagoga e psicopedagoga. Todas perguntas fazem parte da dificuldade de aprendizagem.
Urge necessário um projeto de esclarecimento para os pais que essa dificuldade também nasce com o sujeito.
São diversos problemas que o indíduo traz consigo. A família precisa ser preparada para compreender a dificuldade ou transtorno da aprendizagem. A familia exerce papel fundamental na educação dos filhos. Por muitas vezes a familia e os profissionais da educação reforçam essa dificuldade.
Os profissionais da educação precisam de preparo, pois lidar com a dificuldade dos alunos, por muitas vezes é olhar para dentro de si e perceber que tambem sofrem do mesmo mal.
Necessário rever nossos conceitos e mudanças de paradguimas.
Para um sujeito aprender é necessário que haja um ensinante com o mesmo desejo.
Se não há desejo de ensinar,o outro percebe, e aí estabelece todo o contexto da dificuldade.
Aprender é muitooooooooooooooooo difícil e ensianar tabém é muito dificíl.
Para aprender o aluno necessita do cérebro, devemos pensar o que esse cérebro está recebendo de informações.
A questão a ser discutida é muito ampla, e requer minucioso compreendimento das partes.
Rever os conteúdos e a didática são necessário para por em prática o ensino-aprendizagem.
Beijocas
maio 29, 2010 às 10:34 pm
Oi Kátia,
Como resposta a sua colocação sobre o papel da família e o legado de vidas precárias com reflexos nos processos cognoscitivos para uma parcela de filhos daqueles na base da pirâmide social transcrevi o comentário do filme http://projetomuquecababys.wordpress.com/2010/05/18/prova-de-fogo-uma-historia-de-vida/, já que assemelham-se em alguns aspectos sociais que servem de interface para realidades comuns à personagens imersos em contextos sociais, culturais e econômicoas, mesmo que numa escala mais humana da condição de afrodescendentes na maior potência do mundo, daqueles inseridos nos grupos focais para se assegurar direitos da condição humana.
Transcrevo: A famíla desestruturada sempre será o pano de fundo para uma grande história, porque não dizer lição de vida, hollywoodiana a nos brindar com sons e imagens baseadas em fatos da vida real retratantes da trajetória de pessoas que colocaram abaixo as estatísticas deterministas quanto a capacidade do ser human o em superar as adversidades e se fazer digno de exemplo para outros milhões. O filme Mãos Talentosas, é a concepção do calvário percorrido pelo renomado neurocirurgião desde a infância pobre, a herança genética de descontrole emocional a ser trabalhado, o abandono pelo pai, a mãe com histórico de transtorno psicológicodo e a falta de escolarização para acompanhar o conteúdo escolar das lições de casa dos meninos, mas que nos dá a dimensão de sua sabedoria na educação informal do caráter do filho pródigo, segundo a concepção do diretor afro-americano Thomas Carter para a versão do cinema sobre a biografia de um irmão afro-americano respeitado por seu desempenho em bem-sucedidas cirurgias na separação de gêmeos siameses – xipófagos.
http://www.mundodesbravador.com/2010/02/maos-talentosas-historia-de-ben-carson.html
janeiro 17, 2011 às 11:21 am
Muito interessante o artigo do escritor e professor, com estudos na área de sociologia e propaganda, José Predebon, enviado pela amiga Maria de Lurdes, autor de livros como: Criatividade para Renovar Aulas (Brainstore) e co-autor em Profissão Professor. Da sabedoria dos seus 78 anos ele nos brinda com sua visão da relação professor/aluno com o artigo – Nas salas de aula não existe presença obrigatória:
Nenhum aluno fica em classe se não estiver interessado. Pode até estar lá, sentado, para não ter falta. Mas seu coração e mente não estão presentes, só seu corpo. Problema do professor? Claro que grande parte dos mestres pensa que desinteresse de alunos não é seu problema, e lhes basta ter a consciência tranquila de estar cumprindo o programa de sua disciplina.
A questão não é simples. Uma série de fatores presentes na atualidade fez surgir agora uma geração que contesta o sistema como nunca acontecera antes. Penso que não se trata de uma degenerescência social, mas do produto do cruzamento entre a era da comunicação, agora com a internet, com o ímpeto do desejo de mudança dos jovens, melhor percebido desde 1968.
Nossos alunos de hoje, pesquisados, declaram que a maior utilidade que encontram na escola é a formação de sua rede de relacionamentos. Vemos que são também atraídos pelo diploma que, de alguma forma, pensam, deve facilitar sua vida. De resto, franzem o nariz: “não quero seguir o caminho de meus pais, que não são felizes”. Como esses jovens receberão o bastão do revezamento social?
Nesse contexto, nós, professores, só poderíamos mesmo nos sentir pouco desejados, e, por isso, pouco ouvidos e respeitados como mestres. Esse panorama, claro, não é geral, há ressalvas. A primeira é de uma parcela (estima-se em 20%) de jovens com vocação para o aprendizado – os curiosos que procuram informações, de todo tipo. Outra exceção é a de alunos de universidades públicas, na qual entraram por meio de uma rigorosa seleção, e que por isso tendem a valorizar o aproveitamento das aulas. Algo parecido acontece em escolas muito procuradas, onde o ingresso também é difícil. Finalmente, também são mais interessados os que se sacrificam, trabalhando de dia e estudando à noite, e entendem a necessidade do conhecimento para sua carreira.
Entretanto, no geral, vemos que quando a maioria dos alunos está na escola para “cumprir tabela”, a contragosto, não se pode esperar boa disposição deles para com os professores. Eles fazem parte da “chatice da escola”. São uma extensão dos pais, que dizem uma coisa e fazem outra. Jamais pode ocorrer ao aluno, nessa condição, procurar estabelecer com o professor uma relação que não seja a obrigatória, pouco mais do que responder a chamada. Por isso, se houver possibilidade de mudança, esta precisa vir do professor. Só ele pode tomar a iniciativa de estabelecer uma relação diferente. Ou constrói uma ponte e a atravessa para chegar ao aluno, ou fica deste lado falando sozinho, também cumprindo sua tabela, dentro de um contexto perverso. Cabe ao professor tomar a iniciativa, ainda que ele, pessoalmente, nada tenha a ver com a culpa de sua geração que construiu uma sociedade problemática. Cabe a ele, portanto, também usar a criatividade como uma ferramenta para que suas aulas possam ser mais aproveitadas.
Colegas professores, claro, a criatividade não resolve os problemas do ensino brasileiro, mas pode se tornar a ferramenta para fazer a diferença no seu trabalho pessoal. Sempre há campo para nós, mestres, nos colocarmos muito além da “obrigação básica do programa”. Se nos posicionarmos assim, e também a favor dos alunos, nunca nos conformando de antemão com seu pouco interesse, e se adicionarmos a magia da criatividade ao planejar nossas aulas, aí sim, teremos feito a nossa parte. Concluímos lembrando que mudanças não são fáceis, mas muitas vezes são necessárias.
Texto do professor José Predebon, organizador e co-autor do livro Profissão Professor (Cia dos Livros).
E-mail: jose@predebon.com.br
fevereiro 21, 2011 às 9:42 pm
Oi Kátia,
O filme VOLTANDO A VIVER é um exemplo contundente do quanro os valores familiares atuam na construção da personalidade da pessoa. No caso do filme temos a falta de referência familiar atuando no contexto pessoal e profissional do jovem, assim como os resquícios do constrangimento da “paternidade desconhecida” para assuntos da representatividade familiar, da vulnerabilidade nas formatações sociais do mundo escolarizado, onde a falta da imagem masculina na monoparentalidade atua direta ou indiretamente na complexidade de comportamentos inadequados de um grande número de crianças a espera de um olhar mais aguçado de profissionais da psique humana em uma maior compreensão do grito calado na subjetividade de atitudes interpretadas como indisciplina ou raiva.
O filme “Voltando a Viver” chama a atenção para a necessidade de suporte, consideração e carinho pedidos diariamente a todos nós, de diferentes formas, por nossos alunos, pacientes, filhos,…
Aos Professores
1- Criar estereótipos para alunos é uma das mais freqüentes atitudes dos professores (e demais profissionais que atuam na educação). É comum ouvirmos professores se referindo a um determinado aluno como sendo um problema (entre tantas outras referências, como “melhor aluno”, “aluno falante”, “patricinha”,…). Tal atitude é digna de reprovação. Ao colarmos “etiquetas” alusivas a perfis em nossos alunos, estamos de certa maneira reforçando os tais estereótipos e tornando a resolução do problema mais difícil e distante. Não há situação que não possa ser resolvida. Temos que auxiliar nossos alunos em situações de maior dificuldade, inclusive tendo maturidade para encaminhar tais alunos a atendimentos por parte de especialistas (dentro ou fora da escola) ou alertando a família.
2- “Voltando a Viver” permite aos professores em trabalho com os alunos a apresentação de um caso notável de recuperação da auto-estima, da vontade de vencer e do respeito pelos outros. Todos temos oportunidades, elas nos são dadas a cada novo dia de nossas vidas. Como educadores devemos ressaltar que cada momento de nossa existência guarda chances que não teremos em outras ocasiões. Costumo dizer a meus alunos que o simples fato de estarmos juntos representa uma experiência única, que deve ser vivenciada de forma plena. Temos que dividir com nossos alunos, além de nossos conteúdos, a vontade de viver, o prazer em estar aqui.
3- No aspecto mais prático do trabalho com filmes, cabe ressaltar que “Voltando a Viver” pode ser utilizado como base para trabalhos em redação, sociologia e filosofia (entre outras possibilidades). Apresento abaixo alguns exemplos:
a) Poderíamos, por exemplo, antes de ver o filme, questionar o título dado a esse longa-metragem em português e, depois de tê-lo assistido, confrontar as respostas com a idéia trabalhada no filme.
b) O que significa “volta a viver” para o personagem central? Esse “renascimento” pode acontecer com qualquer pessoa? Vocês conhecem pessoas que já passaram por situações semelhantes? Fundamentalmente, o que significa “viver”?
c) De que forma as relações familiares influem nas escolhas e caminhos de vida das crianças e dos jovens? Que tal desenvolver esse tema numa redação?
http://projetomuquecababys.wordpress.com/2009/06/04/voltando-a-viver-2/
junho 9, 2010 às 6:36 pm
[...] mudar o curso da sua história através das oportunidades por ele construidas. Buscar culpados ( http://projetomuquecababys.wordpress.com/2010/05/06/as-causas-do-fracasso-escolar/, segundo práticas de tantos anos de historicidade, mesmo que renovados os mecanismos de [...]
julho 27, 2010 às 2:17 pm
[...] de tudo, relativizar o seu poder e sua autoridade, tentando diminuir seu peso na produção do fracasso escolar. É preciso desmistificar a objetividade freqüentemente associada à avaliação, denunciar as [...]
novembro 26, 2010 às 10:58 am
[...] ditas pelo Chefe dos Inspetores das Escolas da Sua majestade no período de 1989 a 1990, iluminaram o fracasso do sistema educacional para responder ás necessidades de crianças cujas aquisições e …. Apesar de essa análise ainda apresentar um cunho de verdade após uma década, ela não faz [...]
janeiro 2, 2011 às 10:56 am
[...] As causas do Fracasso Escolar maio, 2010 11 comentários 3 [...]
janeiro 23, 2011 às 12:46 pm
[...] termo. De modo acadêmico, vamos chamar esse quadro de Dificuldades da Aprendizagem, preferível à Dificuldades Escolares, menos específico e não restrito, obrigatoriamente, ao aprendizado. Parece ser parcialmente [...]
março 22, 2011 às 12:36 pm
Os Parâmetros Curriculares Nacionais indicam como objetivos do Ensino Fundamental que os alunos sejam capazes de:
• compreender a cidadania como participação social e política, assim como, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito;
• posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas;
• conhecer características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais como meio para construir progressivamente a noção de identidade nacional e pessoal e o sentimento de pertinência ao País;
• conhecer e valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro, bem como aspectos socioculturais de outros povos e nações, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais;
• perceber-se integrante, dependente e agente transformador do ambiente, identificando seus elementos e as interações entre eles, contribuindo ativamente para a melhoria do meio ambiente;
• desenvolver o conhecimento ajustado de si mesmo e o sentimento de confiança em suas capacidades afetiva, física, cognitiva, ética, estética, de inter-relação pessoal e de inserção social, para agir com perseverança na busca de conhecimento e no exercício da cidadania;
• conhecer e cuidar do próprio corpo, valorizando e adotando hábitos saudáveis como um dos aspectos básicos da qualidade de vida e agindo com responsabilidade em relação à sua saúde e à saúde coletiva;
• utilizar as diferentes linguagens — verbal, matemática, gráfica, plástica e corporal — como meio para produzir, expressar e comunicar suas idéias, interpretar e usufruir das produções culturais, em contextos públicos e privados, atendendo a diferentes intenções e situações de comunicação;
• saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos;
• questionar a realidade formulando-se problemas e tratando de resolvêlos, utilizando para isso o pensamento lógico, a criatividade, a intuição, a capacidade de análise crítica, selecionando procedimentos e verificando sua adequação.
julho 7, 2011 às 1:18 pm
[...] Luis Carlos “Rapper”. As causas do fracasso escolar. Disponível em: < http://projetomuquecababys.wordpress.com/2010/05/06/as-causas-do-fracasso-escolar/> Acessado em [...]
outubro 19, 2011 às 10:40 pm
[...] ARCHANJO, Luis Carlos “Rapper”. As causas do fracasso escolar. Disponível em: <http://projetomuquecababys.wordpress.com/2010/05/06/as-causas-do-fracasso-escolar/> Acesso em [...]
dezembro 26, 2011 às 5:07 pm
[...] Um?” , tem no seu desenvolvimento a transcrição de resultado de Enquete com o título: “As causas do Fracasso Escolar“ , ou seja, de um total de 12 perguntas para a escolha de três opções que melhor traduza como [...]